As crenças da IASD

Um grupo de várias denominações no início do século XIX acreditava que Jesus Cristo retornaria à Terra no dia 22 de outubro de 1844 (que posteriormente ficou conhecido como o O Dia do Grande Desapontamento), e que após aquela data a porta da salvação estaria fechada. Mas após revisarem os livros proféticos (especialmente Daniel e Apocalipse), alguns dos que posteriormente formariam a Igreja Adventista do Sétimo Dia constataram que Jesus estaria desde aquela data purificando o Santuário Celestial, e que aqueles que aceitarem a mensagem da salvação, não sofrerão a segunda morte (a morte eterna do ser humano, um completo estado de inexistência), e que Jesus vai voltar novamente à Terra em breve de forma visível e gloriosa, aniquilando os ímpios e resgatando os justos.

Desenvolvimento das crenças da Igreja Adventista

O desenvolvimento de crenças da igreja adventista se deu de forma paulatina e contínua. Os mesmos não possuiam um corpo doutrinário definido inicialmente, embora houvessem estabelecido o princípio da "Bíblia como única regra de fé e prática" (sola scriptura). Talvez algo de significância para exemplificar isto seja o fato que somente 2 anos após o Dia do Grande Desapontamento, a guarda do Sábado iniciou entre os seus primeiros líderes e somente 4 anos após aconteceu a primeira grande reunião dos "adventistas guardadores do Sábado", em 20-21 de abril em Rocky Hill, Connecticut. Em 1859 foi estabelecido o sistema de dízimos e ofertas. Apenas em 1863 (19 anos depois) começou a haver um entendimento sobre reforma de saúde, abstinência do álcool e fumo e distinção entre animais limpos e imundos, de acordo com Levítico 11. E, somente após 1888 vemos claramente a crença na justificação pela fé como forma de salvação, e definição do papel da Lei e da Graça de Deus na vida cristã.
Em 1889 ocorreu a primeira publicação dos "Princípios Fundamentais dos Adventistas do Sétimo Dia" no Anuário da organização, e consistia em 28 artigos que eram uma revisão e expansão das declarações de Uriah Smith em 1872. Em 1931 a declaração de crenças fundamentais foi reeditada por 3 razões principais: 1) A ausência de novas declarações após 1914 dava a falsa impressão que a IASD não tinha doutrinas especificadas ou definidas para as outras denominações; 2) Uma requisição formal da Divisão Africana por uma declaração que especificasse melhor a governos quais são as crenças da IASD. Esta declaração permaneceu até 1980. Em 1946 a Associação Geral votou que nenhuma revisão das declarações de crenças fundamentais deveria ser feita, a não ser em uma reunião da Associação Geral. Em 1980 foi a primeira vez em que foram votadas em uma reunião da Associação Geral as crenças fundamentais da IASD.
Quanto a doutrina da Trindade, que só apareceu nos anuários a partir de 1931 e votada oficialmente em 1980, os principais líderes pioneiros da igreja sempre foram contrários. Eles escreveram a esse respeito em um dos principais veículos adventistas da época - The Review and Herald.
J.N. Loughborough clamava que a doutrina da Trindade foi trazida para a igreja católica no mesmo tempo em que a adoração de imagens, e a que era a celebração da guarda do domingo que não é mais do que a doutrina dos persas remodelada.
J.B.Frisbie seguiu o mesmo pensament de Lougborough dizendo que a Trindade era um louvor à guarda do domingo.
James White disse que a doutrina da Trindade acaba com a personalidade de Deus e de seu Filho Jesus Cristo. The Advent Review 11 de Dezembro de 1855. Disse ainda que os grandes reformadores se tivessem continuado, não deixariam nenhum vestígio das falsas doutrinas, inclusive a Trindade.
J.N. Andrews incluiu a crença na Trindade entre as doutrinas espúrias que compunham o vinho de Babilônia.
D.W.Hull disse que essa doutrina foi invenção do "homem do pecado" am referêcia a IITessalonissences 2.
William White, filho da Sra. White era contrário a essa doutrina e dizia que muitas pessoas se utilizavam dos escritos de sua mãe com interpretações errôneas.
Uriah Smith, outro pioneiro que atuou na presidência da Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia e também como editor chefe da Review and Herald por mais de cinquenta anos disse: "O Espírito Santo é o Espírito de Deus e o Espírito de Cristo, sendo o Espírito o mesmo quando se fala de Deus ou de Cristo. Mas com relação a este Espírito, a bíblia emprega expressões que não podem harmonizar-se com a idéia de que seja uma pessoa, tal como o Pai e o Filho."
São muitas declarações por todo o tempo em que estiveram na liderança e com o apoio de Ellen White, pois quanto a esta, não encontramos nenhuma reprovação, bem diferente ao que aconteceu durante a chamada "crise panteísta".

Crenças

As 28 doutrinas da igreja adventista hoje, que podem ser resumidas da seguinte forma: crença na Bíblia; na Trindade; pecado; conflito entre Cristo e Satanás; vida humana, morte e ressurreição de Cristo; justificação pela fé; a Igreja é a comunidade una e visível dos crentes; Deus escolheu um povo remanescente para testificar o Evangelho; reforma de saúde; práticas do batismo por imersão e da Santa Ceia; continuidade dos dons espirituais, sobretudo o da profecia; validade da Lei de Deus (Dez Mandamentos, que inclui a guarda do Sábado); vinda iminente de Cristo; a ressurreição dos mortos no Juízo Final e uma nova Terra.
Existem alguns grupos minoritários, em sua grande maioria sem ligação com a organização estabelecida, que possuem crenças distintas onde não há crença na Trindade. Entendem estes que o Espírito Santo é o Espírito de Deus, o Pai e/ou o Espírito do Senhor Jesus, o filho, sem uma identidade pessoal distinta ou uma terceira pessoa que junto com Deus e Jesus formariam a Trindade. Jesus, segundo eles, embora seja compartilhante da natureza divina, seria originário de Deus, o Pai.

28º crença

Com 2/3 dos votos a favor, foi definida na última conferência mundial, finalizada no dia 10 de julho de 2005, afirmando que, quando o crente aceita Jesus Cristo como o seu Salvador pessoal, o mesmo se torna vitorioso em Cristo sobre as forças do mal (incluindo aqui espíritos malignos), não importando o seu passado. Assim, o mesmo pode crescer espiritualmente sob a influência do Espírito Santo. Se fez necessária tal afirmação de fé, apesar de implícita na doutrina, devido a alguns fatos:
Na Índia, mesmo quando batizado na Igreja Adventista, alguns crentes continuam a acreditar no banho purificador em algum rio sagrado, como o Ganges, no dia em que tal rio não está infestado de demônios;
Na África, alguns crentes continuam a acreditar na força de rituais de feitiçaria e invocação de maldições contra aqueles;
Em regiões do Pacífico, a crença animista (da presença de espíritos nos elementos da natureza) coloca em dúvida constante daqueles que entram em contato com o Evangelho sobre o poder de Cristo na vida diária;
Na Europa e na América do Norte, aparentemente, tais superstições não vigoram na vida do adventista recém-batizado.

Relação Igreja versus Estado

Os adventistas do sétimo dia apóiam enfaticamente a separação entre a igreja e o Estado. Promovem em todo o mundo simpósios neste assunto. Nos Estados Unidos publicam uma revista especializada em liberdade religiosa, chamada Liberty.

Situação de não-combatentes

Por definição, os adventistas rejeitam o porte de armas e atividades onde tenham que portar armas. No entanto, aceitam e se voluntariam para atividades assistenciais em caso de guerra e de saúde (enfermagem, motoristas de ambulância, etc). Durante a segunda guerra mundial, vários adventistas alemães foram executados em campos de concentração ou mandados para manicômios por se recusarem a portar armas.

Papel da mulher na organização eclesiástica

Em comum com várias igrejas cristãs conservadoras, a questão da ordenação de mulheres é ativamente debatida dentro da IASD. O papel especial de Ellen G. White dentro da denominação é prova da importância e contribuição das mesmas para o desenvolvimento da igreja, segundo visão geral. No entanto, embora elas tenham sido aprovadas para serem ordenadas ao ancionato (ver acima) por muitos anos, nenhuma é oficialmente elegível com pastora. Esta decisão é grandemente baseada no texto de 1 Coríntios 14:34-37 quando São Paulo teria apresentado como ordenança de Deus que as mulheres deveriam permanecer quietas na igreja, e serem submissas, bem como o texto de 1 Timóteo 2:12 no qual é dito que nenhuma mulher deveria ensinar ou ter autoridade sobre homem, devendo permanecer calada. Como em outras denominações, o debate se concentra nas seguintes questões:
Se estas instruções se referiam à igreja do I século ou a todas as eras;
Se eram instruções para a região Mediterrânea, ou todas as culturas.
Se estas passagens bíblicas teriam sido realmente escritas por Paulo ou outros, e atribuídas a Paulo.
A Divisão Norte-Americana da IASD propôs na Assembléia da Conferência Geral de 1995 em Utrecht, Holanda, que cada divisão deveria decidir independentemente se as mulheres poderiam ou não serem ordenadas ao pastorado. A proposta foi rejeitada por um placar de 1481 a 673. Apesar disso, algumas congregações e mesmo Associações ordenam pastoras em seus quadros.
Localmente a participação da mulher na IASD é intensa em vários segmentos e aprovada pela Associação Geral. Uma das vice-presidentes escolhidas na última Conferência Geral (2005) é uma mulher. No entanto, o cargo de presidente da Associação Geral é exclusivo a um pastor ordenado, o que, no momento exclui as mulheres adventistas da possibilidade deste cargo.

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