As sete pragas do Apocalipse

Introdução

Apocalipse 14:9 e 10 é uma advertência quanto as sete últimas pragas (enquanto em tempo de graça).
O primeiro anjo de Ap. 14 ordena adorar a Deus, enquanto o terceiro, adverte quanto à adoração da besta. Este é um paralelo com Elias no Velho Testamento: Ou Deus ou Baal.
O primeiro Elias (Ezequiel 16 e Isaías 1 [a mulher pura em contraste com a mulher corrompida]); Conseqüência – morte aos profetas de Baal.
O segundo Elias (João Batista [o mesmo apelo de Elias]); Conseqüência – A destruição de Jerusalém;
O terceiro Elias, o povo do advento adverte (Ap. 14:10):
As três mensagens angélicas:
a) Trazem os fiéis de Babilônia para dentro da Igreja verdadeira;
b) A mensagem à Laodicéia tira Babilônia de dentro da Igreja.

1.Em Ap. 14, o selo de Deus representa uma espécie de carimbo do Seu caráter perfeito.
2. Em Ap. 7, o selo de Deus é uma marca de proteção e livramento.

Objetivo das Pragas

1. Redimir Israel
2. Vindicar o caráter de Deus e o Seu concerto
3. Expor a pecaminosidade dos ímpios e a rebelião dos falsos cristãos.

A Natureza das Pragas

“As pragas que sobrevieram ao Egito quando Deus estava prestes a libertar Israel, eram de caráter semelhante aos juízos mais terríveis e extensos que devem cair sobre o mundo precisamente antes do libertamento final do povo de Deus” (O Grande Conflito, 627, 628).
Ou seja, se as pragas do Egito tinham o objetivo de livrar o povo de Deus das garras dos seus inimigos, as últimas também têm a mesma natureza.

Há Uma Ligação Direta Com o Decreto de Morte

“Condenando o povo de Deus à morte, são tão culpados do crime do derramamento de seu sangue como se este tivesse sido derramado por suas próprias mãos. De modo semelhante declarou Cristo serem os judeus de Seu tempo culpados de todo o sangue dos homens santos que havia sido derramado desde os dias de Abel; pois possuíam o mesmo espírito, e estavam procurando fazer a mesma obra daqueles assassinos dos profetas” (Idem, 628).

Durante As Três Primeiras Pragas, A Igreja Remanescente Se Tornará O Alvo De Perseguições Baseadas Em Leis

Apocalipse 13:11-18.

O Significado das Sete Pragas

O livro de Apocalipse apresenta as sete pragas como o derramamento da ira de Deus em todo a sua plenitude (“sem mistura”, Apocalipse 14:10; 15:1) sobre o mundo na sua rebelião final contra Deus. A última e a mais terrível das pragas – a sétima – é o momento decisivo quando “Babilônia a Grande” entra em colapso e esta criação desaparece (Apocalipse 16:19, 20). Embora a reunião dos poderes religiosos e políticos no Armagedom seja descrita dentro da estrutura da sexta praga (versos 13-16), é de opinião geral que a “batalha real do grande dia de Deus Todo Poderoso” (verso 14) tomará lugar durante a sétima praga.
Por que o Armagedom é colocado dentro da estrutura das sete últimas pragas? A chave para destrancar este e todos os outros termos apocalípticos repousa em sua conexão com o julgamento de Deus em favor de Seu antigo povo do concerto, o Israel do Velho Testamento. O Deus que livrou a Israel do poder escravizante do Egito e da Babilônia no passado, agora assegura ao povo que pertence a Jesus, o Messias de Israel, que Ele uma vez mais – no tempo do fim – libertará o Seu povo do concerto da repressão e da ameaça mortal. Em tal conecção tipológica, os antigos atos de libertação divina servem como protótipos que prefiguram o resgate final dos fiéis de Cristo. Este tipo bíblico prediz um antítipo ou consumação mundial.
Como as 10 pragas que caíram sobre o Egito encontraram seu propósito na libertação de Israel da tirania de faraó, assim o livro de Apocalipse traz a mesma segurança de libertação para o verdadeiro povo de Cristo através da expectativa das sete últimas pragas. A história de redenção israelita se tornará completa através da história da igreja espiritual de Cristo. O tipo encontrará o seu antítipo.
O último livro da Bíblia é construído em torno deste êxodo tipológico. Ele menciona 28 vezes a Cristo como o Cordeiro, o que sugere fortemente que Cristo deve ser compreendido como o cumprimento do cordeiro pascal que efetivou o êxodo histórico de Israel e o colocou na rota da Terra Prometida. A correspondência do êxodo alcança o seu clímax na visão daqueles cristãos que cantarão “junto ao mar” “o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro, dizendo: Grandes e admiráveis são as tuas obras, ó Senhor Deus Todo-Poderoso; justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei dos séculos... porque os teus juízos são manifestos” (Apocalipse 15:2-4).
Este é o cântico da igreja depois de seu triunfo sobre a besta e a sua imagem. Sua alusão óbvia ao cântico da primeira libertação, cantado por Moisés e os israelitas às margens do Mar Vermelho (Êxodo 15:1-8), torna a experiência de Israel sob Moisés um tipo profético da libertação final da Igreja por Cristo. A ênfase específica do futuro cântico de Apocalipse 15 não é o julgamento de Deus, mas a manifestação do Seu glorioso ato redentivo.
Uma importante característica das sete últimas pragas, é que enquanto as quatro pragas futuras encontram uma notável analogia nas pragas do Egito (Moisés tornara as águias e fontes do Egito em sangue [Êxodo 7:17, 19-21]; tumores vieram sobre os homens e os animais [Êxodo 9:8-11]; trevas totais cobriram todo o Egito por três dias, enquanto todos os israelitas tinham luz [Êxodo 10:21-23]), as duas pragas finais – a secagem do grande rio Eufrates e a queda de Babilônia (Apocalipse 16:12-19) – são emprestadas da queda da antiga Babilônia.
O apelo do anúncio da queda de Babilônia no livro de Apocalipse (Apocalipse 14:8) é claro: Deus chama a Seu povo agora para romper todos os laços com Babilônia, em vista das iminentes pragas retributivas (Apocalipse 18:4-6).
As sete últimas pragas de Apocalipse unem os juízos divinos sobre o Egito e a Babilônia, a fim de assegurar à igreja remanescente a absoluta certeza da vinda do julgamento de Deus sobre a “Babilônia” e o “Egito” do tempo do fim. Dessa maneira, Cristo conforta ao Seu povo. Na crise final o seu êxodo futuro do opressor do tempo do fim é garantido pelo mesmo Deus fiel ao concerto que efetuou a libertação de Israel do antigo Egito e da antiga Babilônia.
Essa perspectiva profética enfatiza a mensagem religiosa das pragas futuras: o Deus de Israel agirá uma vez mais em juízo e libertação, mas agora especificamente, em favor dos seguidores de Cristo Jesus cativos na Babilônia e no Egito mundiais.
(The Good News About Armageddon, 7-9; Dr. Hans K. LaRondelle).

Por que Águas Literais nas Segunda e Terceira Pragas (Ap. 16:3,4) e Água Simbólica no Verso 12?

Para compreender esse problema – concernente à água literal em Ap. 16:3, 4, e ainda simbólica no verso 12- devemos estudar a trama empregada em Apocalipse. O Revelador, em seus outros usos do número sete, divide 7 em 4 e 3. Isso é claramente visto nos “7 selos” (Ap. 6) e nas “7 trombetas” (Ap. 8; 9; 11:15). Quatro dos selos caracterizam cavalos – os quatro cavalos do Apocalipse – então 3 selos com outras características descrevendo eventos que conduzem ao Segundo Advento.
As quatro trombetas são distintas dos 3 “ais” trombetas que nos conduz até o Segundo Advento. Na mensagem às “7 igrejas”, a mesma divisão de 4 e 3 é revelada. Em ap. 2:7, 11, 17, cada uma das 3 promessas é precedida por “aquele que tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas”. Mas, em Ap. 2:29; 3:6, 13, 22, cada uma das 4 promessas é seguida por essa mesma frase: “aquele que tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas”.
Assim, há um óbvio sistema empregado na série de setes que leva à vinda de Cristo – o número 7 é dividido em 4 e 3. No estudo das “7 igrejas”, as últimas 4 enfatizam a aproximação do Segundo Advento: “mas o que tendes, retende-o até que eu venha.” (2:25); “virei como um ladrão.” (3:3); “Venho sem demora.” (3:11); “Eis que estou à porta” (3:20).
Agora somos mais capazes de compreender porque o Espírito de Profecia, depois de lidar brevemente (em apenas uma página) com as 4 primeiras pragas, diz: “Essas pragas não são universais” (O Grande Conflito, 628, 629) – dessa maneira as distinguindo das 3 últimas pragas que serão universais. Antes de lidar com as 3 últimas pragas ela diz: “O fim virá mais rapidamente do que os homens esperam” (p. 631). As 3 última pragas eclodem sobre o mundo em uma noite, com a destruição do reino Babilônico continuando pelos poucos dias que restam até a vinda de Cristo.
Como na divisão dos prévios setes – 7 igrejas, 7 selos, 7 trombetas – em 4 e 3 com a última divisão enfatizando a aproximação do Segundo Advento, assim as 3 últimas pragas anunciam que o fim está chegando. Há uma divisão distinta entre as 4 pragas e as últimas 3. As primeiras 4 lidam com o juízo que cai sobre as nações pela proibição da guarda do verdadeiro sábado e pelo seu tratamento ao povo de Deus. As 3 últimas, lidam especificamente com a destruição de Babilônia.
Isto é, os elementos religiosos irão controlar as nações até bem poucos dias antes do Segundo Advento – Babilônia assenta-se sobre as águas do Eufrates (povos, multidões, nações e línguas) até a sexta praga, quando aqueles que sustentaram as suas perseguições repentinamente voltam-se contra ela e Deus intervém para livrar o Seu povo (Ap. 17:13-18).
Assim como Ciro nas trevas secou as águas do Eufrates, assim, as trevas da quinta praga caem, e as multidões voltam-se contra os líderes religiosos – as águas não servem mais à Babilônia, mas tornam-se uma avenida para a destruição.
As primeiras 4 pragas serão similares às que caíram sobre o Egito (Grande Conflito, 627). O Egito na Bíblia, é um símbolo do Estado ou do poder nacional – não um símbolo do poder eclesiástico: “Nenhum monarca já se aventurou a rebelião mais aberta e arrogante contra a autoridade do Céu do que o fez o rei do Egito... e a nação representada pelo Egito daria expressão a uma negação idêntica às reivindicações do Deus vivo, e manifestaria idêntico espírito de incredulidade e desafio” (Grande Conflito, 269).
(Bible Principles of Interpretation – Establish Truth and Safeguard Agains Last-Day Erros, págs. 55, 56 – por Louis F. Were).

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