O Relacionamento da Observância do Sábado Com a Adoração

“Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas.” (Ap. 4:11)

O tema da adoração deveria ser melhor compreendido por aqueles que estudam os assuntos bíblicos, pois, “num certo sentido, a Bíblia é a história da luta entre a verdadeira e a falsa adoração.” (Samuele Bbacchiocchi, Divine Rest For Human Restlessness, pág. 183)
No primeiro livro das Sagradas Escrituras, Deus desafia o Seu povo e o convoca, dizendo “Tirai os deuses estranhos, que há no meio de vós...” (Gên. 35:1-4). De diversas maneiras esta convocação é reiterada ao longo da Bíblia, e no último livro se intensifica através da imagem pictórica dos três anjos voando pelo meio do céu, chamando “os que habitam sobre a terra, e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo...” (Ap. 14:6) para que renunciem o pervertido sistema de adoração promovido por Babilônia; então proclamam: “E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.” (Ap. 14:7)
É notório o fato de que a chamada para adorar a Deus vem acompanhada de algumas razões fundamentais, as quais provêem motivo para obediência. “Os primeiros quatro dos dez mandamentos (Êxodo 20:3-11) contém três motivações para a obediência.” (Jon Paulien, O Sábado no Livro de Apocalipse, Revista Teológica do SALT – IANE, Volume 3, Janeiro-junho 1999, Número 1, pág. 92)
A primeira é a motivação da salvação, provida pelo preâmbulo do Decálogo: “Eu sou o SENHOR teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim.” (Êxodo 20:2, 3). Neste caso, Deus primeiramente operou a salvação, demonstrando todo afeto pelo Seu povo, razão pela qual espera uma resposta de amor daqueles que foram salvos. A segunda motivação (de juízo) chama a atenção para as conseqüências de uma vida que sofrerá os resultados de afastar-se do Senhor: “porque eu, o SENHOR teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam.” (Êxodo 20:5). A terceira motivação é a da criação: “Porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o SENHOR o dia do sábado, e o santificou.” (Êxodo 20:11)
“Portanto, há três motivações para a obediência na primeira parte da lei: salvação, juízo e criação.” (O Sábado no Livro de Apocalipse, pág. 93)

Que Significa Adorar a Deus?

A palavra “adoração” em Inglês (worship), é digna de nota: “ ‘Worth-Ship’, isto é, reconhecimento dos méritos de outro. Adoração (worship), é apreciação. É a resposta expontânea, feliz e reverente do espírito humano confrontado pelo Deus da Revelação Cristã. O Deus da Criação e Redenção. Este ato responsivo é iniciado pelo próprio Deus, ou de iniciativa divina...” (Henry Slonne Coffin, The Public Worship of God, (Westminster Press, S/D), pág. 15. “...a palavra é derivada do Anglo-saxão ‘Weorthscipe’ a qual tornou-se ‘Wortship e então ‘Worship’. Ela significa ‘atribuir valor’.
Segue que a ‘adoração’ é a única evidência suficiente da religião viva... Se tens Deus, deves necessariamente adorá-lO.” (Raymond Abba, Principles of Christian Worship, (Oxford University Press, S/D), pág. 2.
Estas definições de adoração ajudam-nos a compreender a relevância da observância do Sábado, pois no cântico dos vinte e quatro anciãos, a razão pela qual evocam a adoração a Deus, é o fato de ter Ele criado todas as coisas: “Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas.” (Ap. 4:11). Notemos a expressão ‘digno’, tendo como pano de fundo a definição dada acima. Ele é digno, por isso deve ser adorado.
O próprio Criador estabeleceu o Sábado como uma credencial bem no final da semana da Criação. Dessa forma, ele é o “último na Criação e o primeiro na intenção... O Sábado ensina que a obra dos seis dias encontra seu objetivo e significado no descanso do sétimo dia... Significa reconhecer que Deus tem uma reivindicação sobre tudo o que nós fazemos. Que aceitamos Sua reivindicação, usamos o tempo do Sábado para louvar não as obras de nossas mãos, porém as Suas obras em, por e através de nossa vida. Significa ainda, separar tempo para apresentá-lO como uma oferta de adoração as pequenas ou grandes realizações de nosso trabalho semanal.” (Samuele Bbacchiocchi, Divine Rest For Human Restlessness, pág. 177)

Criação, Adoração e Observância do Sábado

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