A volta de Jesus

O Derramamento das Pragas – Apoc. 16:1-21


A- Durante as pragas haverá uma melhor organização da Babilônia mística, ou seja, Babilônia espiritual. Os três poderes se unirão para perseguirem o povo de Deus (Ap. 16:13; 17:13).
B- Nesta ocasião a porta da graça estará fechada. Durante a primeira e a sexta praga e o preparo para a batalha final, ocorre então a formação da Babilônia mística, ou seja, a união destes três poderes.
C- Para os justos selados com o selo do Deus vivo, o Armagedom alcança o seu clímax na sétima praga, quando estão encurralados pela perseguição dos ímpios, e haverá a libertação mediante a Segunda vinda de Jesus (Ap. 16:16-18).

O Secamento das Águas do Rio Eufrates – Apoc. 16:12a

O secamento das águas do Rio Eufrates de Apocalipse 16:12, representa a retirada de apoio que os povos do mundo interiro até então havia dado à Babilônia. Todos têm plena consciência do que significa a verdade em contra posição ao erro, e a sua tomada de decisão agora é plenamente consciente. Este fato, prepara o contexto para a volta de Jesus com todo o Seu séqüito (os reis que vem do lado do nascimento do sol).
Para entendermos esta expressão temos de voltar a nossa atenção para Isaías 44:28 e 45:13, e fazermos uma analogia entre Babilônia literal e Babilônia espiritual.
Em Isaías capítulos 44 e 45 descobrimos que Ciro foi o Rei da Pérsia, escolhido por Deus e apresentado em profecia como o ungido do Senhor para quebrar o poderio de Babilônia em 539 AC e libertar o povo de Deus do cativeiro Babilônico.
A chegada do exército de Ciro ante os muros de Babilônia foi para os judeus um sinal de que o seu livramento do cativeiro estava perto... Na inesperada penetração do exército do conquistador Persa ao coração da capital Babilônica através do canal do Rio (Rio Eufrates) cujas águas tinham sido desviadas.[1]
Portanto na conquista da Babilônia literal, Ciro, rei da Pérsia, literalmente secou o leito do Rio Eufrates ao desviar o curso das águas e assim passar por baixo das muralhas da cidade e conquistar Babilônia.
Quanto ao secamento das águas do Rio Eufrates do Apocalipse 16:12, que é uma expressão simbólica do esfacelamento da Babilônia mística (os membros dos três poderes unidos), isso acontecerá com a voz de livramento:
“É ouvida pelo povo de Deus uma voz clara e melodiosa, dizendo: ‘olhai para cima;’ e, levantando os olhos para o Céu, contemplam o arco da promessa”.[2]

Os líderes religiosos que conduziram as pessoas à perdição, ao mesmo tempo que professavam guiá-las às portas do paraíso, agora são desmascarados.
Antes do dia do ajuste final de contas, não se conhecerá quão grande é a responsabilidade dos homens no mister sagrado, e terríveis são os resultados de sua infidelidade. Somente na eternidade poderemos com acerto avaliar a perda de uma única alma.[3]
O povo vê que foi iludido. Um acusa ao outro de o ter levado à destruição; todos, porém, se unem em acumular suas mais amargas condenações contra os ministros. Pastores infiéis profetizaram coisas agradáveis, levaram os ouvintes a anular a Lei de Deus e a perseguir os que a queriam santificar.... As multidões estão cheias de furor. “Estamos perdidos!” Exclamam; “e vós sois a causa de nossa ruína”; e voltam-se contra os falsos pastores.... As mesmas mãos que os coroavam de lauréis, levantar-se-ão para destruí-los. As espadas que deveriam matar o povo de Deus, são agora empregadas para exterminar os seus inimigos.[4]

Os Reis que Vem do Lado do Nascimento do Sol – Apoc. 16:12b


Na conquista de Babilônia literal por Ciro em 539 AC., Ciro é apresentado como vindo do lado do nascimento do sol (oriente). O conquistador persa é o servo do Senhor, o ungido[5] que simboliza a Jesus Cristo o libertador de Israel espiritual. Assim como Ciro tomou Babilônia em 539 AC., assim ocorrerá com Jesus e a Babilônia mística, ao libertar o Seu povo que se encontra perseguido por ela.
“De acordo com Isaías e Jeremias, Babilônia seria destruída pelos medos através de Ciro que viria do norte e do leste (oriente), sob controle divino (Isa. 13:17; 41:2, 5; 44:28; 45:1 Jer. 50:9; 51:11, 28)”.[6]
Então a expressão os reis que vem do lado do nascimento do sol (que é o oriente o lado que nasce o sol) significa o lado de onde virá o Rei Jesus com a comitiva celestial.
Pois, assim como Ciro conquistou Babilônia literal ao vir do oriente, Jesus conquistará e vencerá a Babilônia espiritual do pecado, também do lado do nascimento do sol.
Em Mateus 24:30 lemos: “Então aparecerá no Céu o sinal do Filho do Homem, e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão vir o Filho do Homem sobre as nuvens do Céu, com poder e muita glória.” Aqui fala sobre a Segunda vinda de Jesus, mas não diz de que lado virá Jesus.
Mas a serva do Senhor em seus escritos apresenta de que lado virá Jesus:
Surge logo no oriente (o lado do nascimento do sol) uma pequena nuvem negra, aproximadamente da metade do tamanho da mão de um homem. É a nuvem que rodeia o Salvador, e que, a distância, parece estar envolta em trevas. O povo de Deus sabe ser esse o sinal do Filho do Homem. Em solene silêncio fitam-na enquanto se aproxima da Terra, mais e mais brilhante e gloriosa, até se tornar grande nuvem branca.[7]
Portanto, segundo Ellen G. White, Jesus virá do lado do nascimento do sol (oriente). O Santuário tinha a porta voltada para o oriente.









CONCLUSÃO

A batalha final no Armagedom ou “Monte do Ajuntamento”, o significado mais próximo do neologismo hebraico, denota o último fato da história do pecado neste mundo.
Pois a batalha é de âmbito global, porque Armagedom representa todos os lugares onde se encontram os filhos de Deus reunidos. Diz a pena inspirada:
É a meia noite que Deus manifesta o Seu poder para o livramento de Seu povo. O sol aparece resplandecente em sua força. Sinais e maravilhas se seguem em rápida sucessão... Em meio dos Céus agitados, acha-se um espaço claro de glória indescritível, donde vem a vos de Deus como o som de muitas águas, dizendo: “Está feito.” Apocalipse 16:17.[8]
Esta cena é o desfecho final do Armagedom, onde o livramento divino é executado para a remissão eterna dos selados, e estaremos para sempre com o Senhor!
(Baseado em “Um Estudo Sobre a Batalha no Armagedom”, págs. 18-24)








[1] White, Profetas e Reis, p. 531.
[2] White, O Grande Conflito, p. 642.
[3] Ibid., pp. 645, 646.
[4] Ibid., pp. 655, 656.
[5] Ver Isaías 45:1 e 13.
[6] Vilmar E. González, Daniel e Apocalipse, pp. 269, 270.
[7] White, O Grande Conflito, p. 646.
[8] White, O Grande Conflito, p. 642.

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