Obama e a Profecia

Obama e a profecia



Barack Hussein Obama II, de 47 anos, foi eleito presidente dos Estados Unidos no dia 4 de novembro. Obama é filho de um economista queniano e de uma antropóloga americana. Após o divórcio dos pais, a mãe de Obama casou-se com um indonésio. Em 1967, Obama mudou-se com a família para Jacarta, onde estudou até os 10 anos de idade.

O senador democrata pelo Estado de Illinois é casado desde 1992 com Michelle Obama, com que tem duas filhas, Malia Ann e Natasha “Sasha”. Obama é graduado em Ciências Públicas pela Universidade de Columbia e em Direito pela Universidade de Harvard. Fato interessante é que Obama estudou em colégio católico, é filho de pai muçulmano e professa a fé evangélica. A tônica da campanha do 44º presidente dos Estados Unidos, que deve assumir no dia 20 de janeiro, foi a palavra “mudança”.

Em 1963, o pastor batista Martin Luther King profetizou: “Tenho um sonho que meus quatro filhos viverão, um dia, em um país onde não sejam julgados pela cor de sua pele, e sim por seu caráter”. Este dia chegou. “Sei que meu pai estaria orgulhoso dos Estados Unidos”, declarou a filha do ativista, morto no dia 4 de abril de 1968, Bernice, em entrevista à TV, segundo a agência France Press.

Após um breve e necessário histórico da vida do novo presidente dos Estados Unidos, vamos falar sobre o papel de Obama na profecia bíblica. Apocalipse (Revelação de Jesus Cristo) 13 fala de duas bestas que, em profecia, significam poderes.

Nos primeiros 10 versículos, a Bíblia faz menção à Igreja Católica. O texto: “e deu-se-lhe poder para continuar por quarenta e dois meses” (Apocalipse 13: 5) significa o domínio da Igreja Romana por 1260 dias (42 meses X 30 dias) proféticos ou 1260 anos. Em profecia, um dia equivale a um ano (ver Números 14:34 e Ezequiel 4:6).

Os 1260 anos se referem ao período de 538 a 1798 de nossa era, quando o papado “dominou” o mundo. No livro O Grande Conflito, Ellen White relata que em 1798 “um exército francês entrou em Roma e tomou prisioneiro o papa, que morreu no exílio. Posto que logo depois fosse eleito novo papa, a hierarquia papal nunca pôde, desde então, exercer o poder que antes possuíra”.

O poder do Vaticano era superior ao de reis e reinados e se colocava no lugar de Deus quando trazia para si adoração, intercessão e perdão de pecados, atributos que só pertencem a Deus. Venda da salvação por meio de indulgências e mistura da pura religião de Jesus com os ritos pagãos do Império Romano (observância do domingo, adoração a imagens, conceder caráter divino ao papa – antes era ao imperador vigente) foram outros erros cometidos pelo poder mencionado em Apocalipse 13.

A outra besta ou poder são os Estados Unidos. Apocalipse 13:12 diz que os Estados Unidos exercem “todo o poder da primeira besta na sua presença, e faz que a terra e os que nela habitam adorem a primeira besta, cuja chaga mortal fora curada”. A chaga mortal de 1798 foi curada quando, em 1929, Benito Mussolini assinou um tratado devolvendo as terras ao Estado do Vaticano.

Com relação aos Estados Unidos como besta, cabe o texto explicativo da escritora norte-americana Ellen White: “E tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro” (Apocalipse 13:1). Os chifres semelhantes aos do cordeiro indicam juventude, inocência e brandura, o que apropriadamente representa o caráter dos Estados Unidos, quando apresentados ao profeta como estando a “subir” em 1798. Entre os exilados cristãos que primeiro fugiram para a América do Norte e buscaram asilo contra a opressão real e a intolerância dos sacerdotes, muitos havia que se decidiram a estabelecer um governo sobre o amplo fundamento da liberdade civil e religiosa. Suas idéias tiveram guarida na Declaração da Independência, que estabeleceu a grande verdade de que “todos os homens são criados iguais”, e dotados de inalienável direito à “vida, liberdade, e procura de felicidade”.

Os textos utilizados até agora serviram como base para abordar o papel de Barack Obama na profecia. O novo presidente dos Estados Unidos é a esperança de um mundo melhor, esperança de paz, de mudanças.
Obama venceu porque todos esperam que ele realize câmbios radicais na política e na economia local e mundial. Um leitor da Folha On-line comentou assim a vitória do democrata: “A esperança nasce em todo planeta… A esperança de um mundo suficiente, sem racismo, sem violência e sem a guerra do Iraque que envergonhou os Estados Unidos e consternou o mundo.” Esquecemos que a única esperança é Jesus, “o Caminho, a Verdade e a Vida”!

Voltando a Apocalipse 13, o versículo 12 diz que os Estados Unidos farão com que “a terra e os que nela habitam adorem a primeira besta”, que segundo já vimos é o papado. Mais adiante, a Bíblia diz que ninguém poderá comprar ou vender senão os que tiverem a marca da besta.

Ellen White profetiza: “Os Estados Unidos são o poder representado pela besta de chifres semelhantes aos do cordeiro, e que esta profecia se cumprirá quando aquela nação impuser a observância do domingo, que Roma alega ser um reconhecimento especial de sua supremacia. Mas nesta homenagem ao papado os Estados Unidos não estarão sós. A influência de Roma nos países que uma vez já lhe reconheceram o domínio está ainda longe de ser destruída.”

A escritora cristã tinha razão. De acordo com a embaixadora do Brasil no Vaticano, Vera Machado, o Vaticano tem acordos assinados para a regulamentação da Igreja Católica em mais de 100 países. Regulamentar significa tornar a Igreja como religião oficial do Estado. O governo Lula não aceitou o pedido de Bento XVI e optou “preservar e consolidar o país como Estado laico”, ou seja, sem religião oficial.
Os Estados Unidos cumprirão os propósitos de Roma, e esta, daquele. A nação mais poderosa do mundo tem poder cultural, exercido através de filmes e seriados que “impõem” seu estilo de vida e ideologia, poder armamentista e financeiro. O Vaticano tem poder religioso e financeiro, pois defraudou o mundo por 1260 anos.

Os Estados Unidos precisam de dinheiro para tapar os buracos de uma economia que viveu anos à mercê de especuladores e do consumismo de seus cidadãos. O papado necessita de poder, se necessário bélico, para impor a adoração a um falso dia de descanso.

O jesuíta Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano, expressou o desejo do Vaticano de que Barack Obama sirva “eficazmente à justiça por meio das vias adequadas para promover a paz no mundo”.
Em sua visita aos Estados Unidos, em abril deste ano, o papa Bento XVI foi tratado com status de estrela de rock. Milhares de jovens utilizavam camisetas com a frase: “I belong to Pope” (Eu pertenço ao Papa). Os americanos batizaram o avião do Papa de “Shepherd One” (Pastor Um ou Pastor Principal).
Nem no Brasil, considerado o país com o maior número de católicos no mundo, Bento XVI teve tanto sucesso. Na missa feita na cidade de Aparecida, interior de São Paulo, no dia 13 de maio de 2007, participaram 150 mil pessoas das 500 mil esperadas.

Em junho deste ano, George W. Bush foi recebido no Vaticano. Bento XVI quebrou o protocolo e o levou a passear pelos Jardins Vaticanos.

Em setembro, ao inaugurar a 63º seção da ONU, em Nova Iorque, o secretario geral do organismo, Ban Ki-Moon, advertiu que o mundo enfrenta um “desafio de liderança” para lidar com a tormenta financeira, que se soma a uma crise energética e alimentícia.

Na ocasião, o presidente paraguaio, Fernando Lugo, ex-padre, manifestou apoio ao fortalecimento da ONU e à recuperação das funções da Assembléia como órgão de maior representatividade e fez um chamado a que essa se converta em parlamento mundial. Parlamento é onde se fazem leis.

Biblicamente, os Estados Unidos e o Vaticano se unem nestes últimos dias para impor uma lei dominical mundial. Os que adorarem a imagem da besta (domingo) estarão em clara oposição ao quarto mandamento de Deus (ler Êxodo 20:8-11), que O exalta como Criador.

A eleição presidencial norte-americana evidencia que a nação tem tradições que favorecem a observância do domingo. A data da votação, a primeira terça-feira de novembr0, é um exemplo disto. Como antigamente os Estados Unidos era uma nação agrícola, o início de novembro era uma data que intermediava entre o fim da colheita e o início do inverno, e era escolhida para que os votantes camponeses pudessem participar com tranqüilidade. A terça-feira era designada em virtude de que, no domingo, os agricultores assistiam aos cultos em suas igrejas e viajavam na segunda.

O mundo quer mudanças e necessita de um líder para efetuá-las. A Bíblia não apresenta um período de paz para os nossos dias, em que a depravação moral e o amor de muitos se esfria mais e mais.
Barack Obama é carismático, inteligente, perito em leis. O mundo espera muito dele, assim como do papa Bento XVI. As palavras de ambos poderão ressoar doces aos ouvidos. Contudo, analise se as mesmas não estarão em desacordo com a Palavra de Deus. Não apenas as palavras de Obama e do líder da Igreja Católica, mas as de qualquer pessoa.

Atenção, muita atenção, pois a Bíblia diz que “quando disserem: Há paz e segurança; então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida; e de modo nenhum escaparão” (I Tessalonicenses 5:3).

O mundo caminha para as suas cenas finais. Alegremo-nos, regozijemo-nos, alcemos nossos olhos e, principalmente, preparemo-nos, pois nossa geração verá Jesus voltar! A Bíblia caracteriza o povo que estará preparado para encontrar com Cristo nos ares. Eles são “os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Apocalipse 14:12).

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Márcio Basso Gomes
Jornalista da Rede Novo Tempo

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