O brasileiro se contenta com MUITO POUCO

Futebol, carnaval, novela, churrasco, pinga e refrigerante. O povo brasileiro acostumou-se a contentar-se com muito pouco, muito mesmo. E não confundamos isto com a capacidade e a habilidade que Deus nos deu de ser um povo feliz, e achar alegria nas coisas simples, de ser otimista, solidário e hospitaleiro.

Como brasileiro, fico triste com o nosso servilismo. Um exemplo é a imprensa, que nos mete goela abaixo as mais horripilantes formas de encarar o mundo. A ineficácia de nosso governo em lidar com a corrupção, por exemplo, é deixada de lado. Valoriza-se o sapato lançado na cabeça de George W. Bush, mas não se enfatiza a crueldade deste presidente, que gastou o dinheiro do mundo com suas guerras. Crianças, milhares delas, tiveram suas perninhas e demais membros amputados, dilacerados, com as guerras promovidas pelo quase ex-presidente norte-americano.

Voltando ao âmbito nacional, basta passar alguns dias para que ninguém fale mais dos milhares de desafortunados catarinenses, vítimas de inclementes chuvas. Contudo, a mídia não se cansa de divulgar o “alto índice de aprovação” de nosso presidente.
Reportagens, como por exemplo que o nível econômico do nosso povo está melhor pelo fato de tomar mais refrigerante, são uma ofensa. Além de provado cientificamente que os refrigerantes não são bons para a saúde, não há como medir a melhora do poder aquisitivo de uma nação baseando em que esta toma mais essa bebida.

Mas o brasileiro se contenta com pouco, muito pouco. Contenta-se com o futebol nas noites de quarta e nas tardes de domingo. Em falar que Pelé é melhor que Maradona. Contenta-se com uma televisão pobre de boas atrações e paupérrimo conteúdo cultural e didático. Contenta-se com a Xuxa, com a Maysa, com o Faustão, com a Hebe, com o Ratinho e, há décadas, com o dono do Baú da Felicidade. Contenta-se em ter cinco títulos mundiais de futebol. Deve ser por isto que se contenta com o analfabetismo, com a corrupção, com a extrema pobreza, com a falta de oposição no governo – fato a ser estudado e meditado –, com a falta de obras de infra-estrutura. Contentam-nos com muito, muito pouco.

O carnaval, bestial por natureza e essência, a festa da carne, recebe pompas e honras. As “celebridades” querem ser destaques nesta demonstração de irracionalidade. Como podemos aceitar que um país pare e reverencie uma festa como esta, que não traz nada de bom? Comer, beber, pular, fazer sexo (sempre com camisinha, recomenda o Ministério da Saúde). Esta é a expressão máxima de nossa cultura. Que pobreza!

O churrasco, à custa de mortes doloridas e doenças que podemos prevenir, também é uma marca da nossa cultura. E, por causa desta prática, desmatamos florestas, deixamos de produzir alimentos e abreviamos a morte, não só de inocentes animais, mas de nós mesmos, contraindo cânceres e outras enfermidades. A pinga, elevada à categoria de cachaça pela autoridade máxima brasileira, é outra desgraça, ou melhor, outro “símbolo” de nossa gente.
Este artigo foi baseado na grande exposição que a imprensa tem dado a duas figuras: Ronaldo, capítulo Corinthians, e Madonna, que faz shows no Brasil, como parte de sua turnê “Sticky & Sweet” (pegajoso e doce). A alienação do nosso povo aos reais problemas que nos afetam: os altíssimos impostos, a fraca educação, a corrupção em todos os níveis, a fome, a “fome e sede de justiça” – inclusive entre aqueles que nos chamamos cristãos –, a falta de moral e de amor, faz que nos contentemos com o Ronaldo, ficando cada vez mais rico, desta vez tirando férias em São Paulo, e com a Madonna, que vive a vida como se sua dança trouxesse salvação.

A Palavra de Deus diz que Jesus curava os lunáticos. Precisamos de este poder, precisamos desesperadamente de este poder curador. Jesus, por favor, sane a nossa nação e purifique o nosso coração!

Brasileiros, deixemos de ser medíocres! E, em vez de termos orgulho de pertencer a esta nação, regozijemo-nos em sermos apenas embaixadores nesta linda e bela pátria. Ser cidadão do céu, graças somente a Jesus; isso sim me faz feliz! Elevemos os nossos padrões e não nos contentemos com algo menor do que ser cidadão do céu! Deus nos abençoe a todos!

“E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus” (Romanos 12:2).

Márcio Basso Gomes

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