Comentário da Lição - Lição 10

  1. Introdução – santo sábado, dia da aliança entre criaturas e o Criador
Após o início do protesto, feito por Lutero, a verdade fundamentada na Bíblia começou a ser restaurada, com base no estudo dedicado e profundo da Bíblia. “Tenho ainda muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora; quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará as cousas que hão de vir.” (João 16:12 e 13). Levou em torno de 400 anos, do séc. XV ao XIX para que toda a verdade bíblica fosse restaurada. A seqüência dessa restauração foi a seguinte:
1.      Valdenses mantém a Bíblia como a palavra de DEUS
2.      João Huss – descobre a obediência
3.      Lutero – descobre a graça como caminho da salvação, não as obras nem os sacrifícios;
4.      Calvino prega o crescimento espiritual cristão;
5.      Os anabatistas restauram o batismo por imersão;
6.      Carlos Wesley, metodista, prega a necessidade da santificação;
7.      Muller, prega a segunda vinda de CRISTO – por um gráfico das profecias entendem que JESUS vai voltar;
8.      O movimento do advento prega o a morte como um sono e restaura o sábado como dia de guarda.
Esses foram os principais passos e essas foram as principais verdades que foram restauradas. Mas faltava ainda muito mais. Faltava descobrir na Bíblia corpo de doutrinas para formar a última igreja. Esse conjunto de doutrinas foi fruto do esforço de pessoas dedicadas, que muito oravam, e estudavam até altas horas da noite e madrugada. DEUS os guiava, mas eles precisavam fazer a sua parte, que era ler a Bíblia, comparar parte com outras partes. Quando eles chegavam a um ponto em que não conseguiam mais ir adiante, então, felizes, podiam contar com revelações da parte de DEUS por meia de sua profetiza para aqueles tempos. Mas DEUS não substituiu o esforço humano. Afinal, se Ele quisesse, poderia ter revelado sem que tivessem que realizar tanto esforço. Mas não fez, pois se assim tivesse feito, teria na verdade enfraquecido a igreja. Eles não teriam adquirido a experiência no manuseio da Palavra de DEUS. Era como dar uma carteira de motorista a alguém que ainda não sabe dirigir, que só teve as explicações teóricas. Primeiro precisa fazer o esforço para aprender, depois pode receber a habilitação. A Igreja Adventista do Sétimo Dia surgiu de abnegado esforço por parte de pessoas inteligentes, honestas e consagradas, que desejavam descobrir a verdade na Palavra de DEUS. E descobriram.
  1. Primeiro dia:Justiça pela fé
Afinal, porque todos nós sofremos e morremos? Porque no princípio da criação nessa Terra, Eva foi tentada, e pecou? Levou do fruto que não deveriam comer a Adão, e este também pecou. Eles tornaram-se pessoas com duas características específicas: passaram a conhecer o mal e começaram a desenvolver o desejo da prática do mal, e por isso se tornaram mortais. Cada dia eles iam envelhecendo, isto é, morrendo aos poucos.
Os filhos desse casal também já nasceram pecadores, com a mesma tendência de seus pais. É assim porque fica impossível um casal de pecadores gerar um filho ou filha que não seja pecador, perfeitamente santo. Isso é impossível, portanto, como todos descendemos desse casal, todos herdamos a fraqueza do pecado em nós. Temos uma forte inclinação para a prática do mal, e uma insignificante vontade de fazer o bem. O bem, geralmente fazemos quando nos é conveniente. Por exemplo, uma pessoa vai vender uma casa. Ela fala toda a verdade sobre os aspectos positivos da casa, mas esconde alguns aspectos negativos, que o comprador descobrirá depois de já ter tomado posse da casa. Quer outro exemplo. Vá a uma locadora e observe que filmes as pessoas alugam. Mais de 90% levam filmes inconvenientes para seres humanos de bom caráter. Quer outro exemplo? Assista por um minuto o BBB9. Que lixo de programa, que festival de besteira e de exibicionismo de baixo nível. No entanto, é um sucesso de audiência. Esse é o ser humano, apaixonado por tudo o que não presta e que o avilta cada vez a um estado de pecador pior que era antes. E a sociedade paga uma conta altíssima por causa da violência, drogas, criminalidade, corrupção, etc.
Não é por menos que a Bíblia diz que todos pecaram (1 Reis 8:46), e todos carecem da glória (bondade perdoadora) de DEUS. A solução para a nossa situação é só uma: salvação em CRISTO JESUS, que para esse fim morreu na cruz por todos nós.
É só JESUS CRISTO quem pode nos salvar da natureza de pecadores e da condição de mortais. Nós estamos sem condições de conseguir isso. Vamos a um exemplo. Imagine uma pessoa que esteja se afogando num rio. Já passei por isso quando criança, portanto sei como é. Ela vai morrendo aos poucos, sabe que está morrendo, tem consciência de que algo precisa ser feito, mas nem tem capacidade nem forças para fazer algo por si. Por conta própria vai morrer, esse é o seu destino. Porém, se outra pessoa tomar a iniciativa e a tirar da água, ela será salva. Mas se não aparecer outra pessoa para ajudar, ele morre.
Assim é a nossa condição de pecadores. Ou JESUS nos salva, ou morremos para sempre. Porém depois que JESUS nos salvou, o que devemos então fazer? Comigo, em relação ao quase afogamento aos nove anos, aconteceu o seguinte: tratei de aprender a nadar. Hoje sei nadar bem, tão fácil não me afogo mais. Posso ficar sobre a água por muito tempo. Portanto, hoje, depois que um homem me tirou da água, trato de cuidar tendo consciência dos meus limites, para que não aconteça outra vez.
Assim é a vida de uma pessoa que foi salva por JESUS. Ela ainda é mortal, e ainda tem tendência a pecar, assim como posso me afogar. Não foi transformada por inteiro, isso acontecerá por ocasião da segunda vinda de CRISTO. Portanto, ela deve se cuidar para, preferencialmente, não pecar mais, ou seja, agora, em vez de pecar, deve praticar somente boas obras.
O que são boas obras? São aquelas permitidas pelo critério da lei. Por exemplo, já não mente mais, não rouba, cuida da saúde, ama e é caridoso para com o próximo, e assim por diante. Há muitas obras boas para se fazer.
O que quer dizer isto? Que depois que a pessoa foi salva, não quer outra vez voltar a ser pecadora, para não precisar reiniciar tudo outra vez, ou seja, ter que ser outra vez perdoada. Não se salva pelas boas obras que pratica, mas se mantém salva se praticar boas obras. Ou, por outro lado, cada vez que torna a pecar, arrisca morrer eternamente, se disso não se arrepender. E, depois que JESUS nos encontrou, e que nos entregamos a Ele, pecar rotineiramente nos torna mentalmente tolerantes com o pecado e a idéia da salvação, pensamos que podemos pecar um pouco, que isso não faz mal ao processo de santificação. Grande erro. Não pecar mais após ser salvo por JESUS tem o mesmo motivo que os anjos bons, e os outros seres não caídos que nunca se tornam pecadores. Eles não pecam exatamente porque não querem tornar-se pecadores, por isso só praticam boas obras. Por isso que lá para eles JESUS não precisa ir e nascer como uma criança e morrer por eles pregado numa cruz. E nós, sendo salvos, devemos buscar só praticar boas obras para não recairmos na condição de pecadores. Mas se cairmos, ainda temos a oportunidade de novo arrependimento. Por isso, por enquanto, salvos, ainda não significa salvos para sempre.
Dito de outra maneira: boas obras não salvam ninguém porque elas não podem mudar a natureza pecadora que temos, mas, depois que fomos salvos, e que se tenha iniciado o processo de santificação (transformação da natureza pecadora para outra natureza santa), então devemos nos empenhar a não voltar mais ao estado anterior da salvação. Contudo, se acontecer de outra vez pecarmos, e isso facilmente pode acontecer, então, logo devemos nos arrepender e pedir perdão, para que esse pecado não crie raízes, e faça retroceder o processo de santificação já em andamento. A santificação é como subir um longo barrando escorregadio. Temos que continuar subindo, porém, se ocorrer uma escorregada, temos que logo nos agarrar na mão de JESUS, para não cair até lá embaixo, de onde saímos. Então, nos refazemos com a ajuda d’Ele, e retornamos a subir. Agarrar-se na mão de JESUS fazemos pela fé, cremos que Ele é capaz de nos socorrer, voltar a subir são nossas obras boas, pois estamos cada vez mais nos afastando do lamaçal lá de baixo, de onde saímos.
Veja bem, tempos atrás JESUS nos encontrou no lamaçal. Ele nos salvou de lá, nos tirando desse lugar. Sem Ele nunca sairíamos de lá, aliás, nem teríamos idéia da possibilidade de sair, nem saberíamos de algum lugar melhor que a lama. Mas Ele nos deu as condições para subir o barranco, cordas e prendedores. Usar esses recursos são nossas boas obras. Agarrar-nos a Ele, quando é necessário, fazemos pela fé, para não cairmos até lá embaixo. Foi pela fé que Ele nos tirou de lá (nós aceitamos o que Ele desejava fazer por nós) e é pela fé que Ele nos socorre sempre que necessário.
  1. Segunda-feira: O santuário
Estudamos poucas lições atrás sobre o santuário. Vamos aqui fazer uma revisão bem sintetizada para relembrarmos? Acompanhem a síntese.
O santuário possuía o serviço diário e o serviço anual. Cada um possuía seu objetivo. O diário era para o perdão dos pecados de cada pecador; no anual, o dia da expiação, era para a purificação do santuário.
O perdão ocorria após uma pessoa cometer um pecado, assim que ela se arrependia. Ao pecar ela ficava sob o poder da lei, ou seja, precisava ser julgada, e, sendo culpada, precisava ser condenada. Uma única condenação há para todos os pecadores, a morte eterna. Antes dela, todo o tipo de sofrimento, como bem conhecemos. O sofrimento é a caminhada rumo a morte.
Ao essa pessoa perceber que pecou, ela tomava um cordeiro e se dirigia ao santuário para pedir perdão, que era simbolicamente obtido por meio do sangue do cordeiro. Na verdade o perdão era suprido pela fé no sangue de JESUS, o Cordeiro de DEUS, que ainda iria morrer na cruz. Hoje isto já aconteceu, portanto, nosso perdão já foi suprido, e podemos ser perdoados se tão somente crermos em JESUS e Seu sacrifício.
O pecador, tendo oferecido o sangue de um cordeiro, estava agora perdoado, mas, o santuário estava contaminado com o pecado dele, que ficava ali registrado, isso era no entanto tudo simbólico, pois o verdadeiro registro se fazia no santuário celeste. Neste há livros onde todos os nossos atos são anotados, um livro para os atos conforme a lei (atos bons, da obediência à lei ou boas obras) e outro livro dos atos que contrariam a lei (atos maus, pecados). E há um terceiro livro onde estão anotados os nomes das pessoas que fazem parte do povo de DEUS aqui na Terra, este é o livro da vida. Os atos maus contaminam o santuário celeste. Mas se nos arrependermos, o que acontece? Somos imediatamente perdoados. Porém, no livro dos atos maus, o tal pecado ainda continua lá, apenas com uma anotação ao lado dele: perdoado.
O santuário precisa ser purificado desses pecados lá registrados. E isso era, no santuário terrestre, simbolizado pelo dia da expiação. Nesse dia se fazia a limpeza cerimonial de toda a contaminação dos pecados. Ou seja, nesse dia tanto as pessoas do povo de DEUS estavam perdoadas como o seu santuário ficava puro. Era o melhor dia.
No santuário celeste a purificação está sendo realizada, desde 1844. Desde esse ano JESUS está no lugar santíssimo examinando os nomes dos mortos que já foram parte de Seu povo, e está vendo se houve perdão de todos os pecados. Se foi assim, os registros dos pecados são apagados, e a pessoa ressuscitará na primeira ressurreição, já transformada para a vida eterna.
            Por que tudo isso? Para garantir ao Universo, a todos os seres criados, que a justiça de DEUS é absolutamente transparente, todos terão o direito de verificar como tudo está sendo feito com imparcialidade, aplicando a lei com total isenção de tendenciosidade. O pecado também servirá para provar que DEUS tanto é amor quanto é justiça perfeita.
  1. Terça-feira: O sábado
Porque o sábado? Porque afinal DEUS decidiu reservar um dia para que Ele e Suas criaturas deixassem todas as atividades seculares de lado?
A resposta inicia por outras duas instituições que Ele estabeleceu junto com o sábado e junto com a criação: o casamento e a família. O casamento é a constituição da família, e família é a menor sociedade possível, quando duas pessoas se unem com o mesmo objetivo: um fazer o outro feliz, tendo DEUS como o instrutor. Assim, ambos serão felizes. Buscar a felicidade mútua requer um único ingrediente: amor, e o amor é DEUS. Portanto, a família será um verdadeiro ninho de felicidade se nela estiver DEUS, que é amor.
Mas o que o sábado tem a ver com isso tudo? Ao contrário do que muitos pensam e pregam, o sábado tem uma justificativa lógica incontestável. Ele foi estabelecido como resultado do trabalho de criação de DEUS. Veja bem o seguinte, ninguém descansa antes do trabalho, pois ainda não se cansou. Ninguém inaugura algo antes de estar pronto. Ninguém comemora uma conquista antes de realizá-la. No casamento, a festa vem depois da cerimônia, não antes. Um cantor se apresenta depois de ter ensaiado muito, não antes. Essa é a lógica da sabedoria de todas as coisas, e essa é também a lógica do sábado.
DEUS criou tudo em seis dias, e no sétimo Ele comemorou, Ele inaugurou, Ele descansou. DEUS não estava cansado, assim como não se cansam os seres perfeitos. Mas Ele apreciou o que fez, era tudo muito bom, era perfeito. Ele deliciou-Se com o que fez, apreciou e aprovou. Portanto, pela lógica do que é certo, esse dia, com tal finalidade, só poderia ser o dia subseqüente ao término da criação, ou seja, se Ele fez tudo em seis dias, o dia de descanso só poderia ser o sétimo. Nenhum outro dia serviria.
Agora raciocinemos mais um pouco. Porque DEUS criou Adão e Eva justamente no sexto dia? Não poderia Ele ter criado os dois no primeiro dia, para eles verem o restante da criação? Claro que poderia, Ele pode tudo o que desejar. Mas há uma lógica interessante no modo como DEUS fez. Os últimos atos da criação de DEUS foram os mais importantes, os seres à semelhança d’Ele mesmo, do Criador. E mais uma coisa, no dia seguinte, todos eles descasaram. DEUS estava lá com Adão e Eva, e houve uma comunhão maravilhosa nesse planeta: O Criador junto com Suas criaturas. Eles estavam descansando, ou melhor, eles estavam se alegrando, felizes pela existência em um lugar tão maravilhoso. E era sábado, o dia para essas coisas, para ser feliz com DEUS, o seu Criador. Adão e Eva já podiam chamar os animais pelos nomes, pois no dia anterior, ele havia dado nomes a eles. E no sábado, lá estavam todos eles, toda natureza, maravilhada pelo que se havia feito nos dias anteriores. Esse era o dia do Senhor, o dia da família, o dia de ser feliz, criatura com criatura, e criaturas com o Criador. Essa é a função do sábado: seja tanto comemorar a criação, lembrar do Criador, como cultivar a felicidade entre as criaturas e com o criador. Essa é a função do sábado, por isso o mandamento instrui que devemos deixar todo trabalho secular de lado para nos dedicar exclusivamente ao que mais nos deixa felizes: o amor.
Mas não serviria um outro dia da semana? Não serviria mesmo! Qualquer outro dia não comemoraria todos os feitos nos seis dias anteriores ao sábado, e já não serviria para o ato de descanso inaugural do que fora feito. E também não serviria para ser o dia da felicidade porque Adão e Eva se casaram no dia anterior, constituíram uma família, uma sociedade entre si e com DEUS. Portanto, o dia seguinte aos seis da criação era para comemorar isto.
Mas o domingo, o primeiro dia, que muitos santificam, esse não serviria? Esse serve sim, mas não para lembrar o Criador, e sim, para lembrar, a quem queira, o “não criador que quer de toda forma ser adorado, embora não tenha criado nada. Por isso, para ele ficou o primeiro dia, pois nos dias anteriores não houve criação. Perceba que a desculpa de que JESUS ressuscitou no domingo nada justifica para que ele agora seja o dia santo do Senhor. Na verdade, da criação O Senhor descansou no sétimo dia, e na redenção Ele também descansou no sétimo dia. Ele com isso confirmou o sábado, não o domingo, dia em que ressuscitou para voltar ao seu trabalho de redenção. E Ele que é o Legislador, jamais se pronunciou para que houvesse mudança no dia a ser santificado. É fácil entender que o domingo é para adorar o ‘não criador’, isto é, aquele que desde há muito pretende ser adorado, mas não merece pois nunca criou algo em sua vida.
Percebeu uma coisa interessante? Sabe o quê é? Que há uma ciência no sábado, na semana, na família e no casamento. Sabe qual é essa ciência? É a lógica que diz que tudo vem de DEUS. Ele criou todas as coisas, e tornou tudo aqui dependente do ser humano, e este é dependente de DEUS. O sábado é o dia da dependência de DEUS, ou seja, o dia em que mais estamos ligados a Ele. E como Ele é o amor, esse é o dia em que mais intensamente somos felizes, pois nos ligamos mais fortemente ao amor, e também nos ligamos mais fortemente entre nós. Então dá para entender facilmente porque DEUS não quer que realizemos obra alguma nesse dia: porque o amor requer intimidade, dedicação exclusiva. Não se pode dar a mesma atenção a uma pessoa se estivermos empenhados em alguma tarefa, não é mesmo? Assim também não se pode dar igual atenção a DEUS estando em atividade secular do que não estando em atividade secular. Esse é o princípio da intimidade, nada interferindo no relacionamento, seja com DEUS, seja com nossos amigos. Aplicando esse princípio da intimidade ao lar, jamais algum casamento falhará. Assim os casamentos serão uma aventura de felicidade somada à mais felicidade. Sendo assim, será como DEUS disse, que jamais se separem, pois foi DEUS quem os uniu e é DEUS quem está intimamente com eles. Esse dito: ‘jamais se separem’ é o seguinte: por serem cada vez mais felizes, nunca irão querer se separar. É isso que Ele disse, e não como muitos hoje pensam, que Ele determinou que sofressem se o casamento não desse certo. Falta conhecimento da ciência de DEUS, por isso as cosais hoje não mais dão certo, e não é só no casamento.
  1. Quarta-feira: O estado dos mortos
“Lázaro dorme” disse JESUS, referindo-se ao sono da morte. Ele continuou dizendo, “mas vou acordá-lo”, ou seja, Ele disse que possuía o poder de ressuscitar uma pessoa da morte. Por isso, para Ele, a morte não passa de um sono.
Quando uma pessoa está dormindo, qualquer um de nós tem poder para acorda-la. Mas não temos o poder de acordar os mortos, isso só O Criador pode fazer. Por isso, do ponto de vista do Criador, a morte é um sono tão profundo, em que pára tudo, até os pensamentos, os projetos, os relacionamentos, a felicidade e a tristeza. Tudo pára. O que resta é apenas matéria física em detrioração, mas a atividade psíquica termina por completo.
Porém, a maioria das pessoas acredita que não é assim, apesar do que a Bíblia diz. As pessoas acreditam no que querem acreditar. Elas preferem acreditar que as pessoas não morrem, ou melhor, morre apenas o corpo, mas continua a vida na alma. Para as pessoas a alma é uma espécie de pessoa sem corpo, e que jamais morre, mas que evolui sempre para melhor.
Essa forma de crer vem dos antigos filósofos gregos. Eles a aprenderam dos pagãos anteriores a eles, que inventaram essa forma de crer quanto ao estado em que ficam os seres humanos após morrerem. Foram os gregos que sistematizaram um conhecimento falso sobre o estado dos mortos que veio do paganismo muito antigo, desde os tempos de Ninrod. E os filósofos gregos, querendo respostas para as perguntas ‘de onde viemos, quem somos e para onde vamos’, disseram que o ser humano é composto de alma e corpo, mas que a alma não morre. Tempos idos, almas teriam cometido coisas erradas, e DEUS as aprisionou num corpo, até que se regenerassem. O corpo seria uma cadeia temporária, que limitava seu deslocamento. Logo, se assim fosse, a morte não seria algo ruim, mas algo até muito bom, ou seja, uma espécie de libertamento de uma prisão.
Hoje a maioria dos cristãos crê em algo assim. É triste que cristãos, que seguem a Bíblia, não saibam o que a Bíblia, a Palavra de DEUS, diz sobre esse assunto. Ela diz, como estudamos na lição, (vide os versículos muito bem escolhidos) que com a morte cessa toda atividade intelectual. E só DEUS é imortal, e os outros seres dependem de d’Ele para viver.
Agora outra coisa. Os pecadores têm duas alternativas quanto ao futuro. Eles podem ser perdoados e portanto serem salvos para a vida eterna em DEUS, ou podem ir para o castigo eterno (Apoc. 14:9 a 11). Que castigo eterno é esse? É a contrapartida ao castigo temporário dos justos. Os justos sofrem porque pecaram, e também morrem. Mas o sofrimento deles é por um tempo, não sempre, e a morte deles também é temporária. Já os ímpios terão um castigo eterno com a morte eterna deles, ou seja, serão extintos. Ou ainda, o mal nunca mais se levantará pela segunda vez. É o que diz a Bíblia em Naum 1:9.
  1. Quinta-feira: A segunda vinda
No tempo final, e quanto mais para o fim, mais intenso será o poder da mentira e também mais intenso será o poder da verdade. Enquanto de um lado satanás se esforça para fazer fracassar a pregação das três mensagens de DEUS, de outro, DEUS vai purificando a Sua igreja e dando o poder do ESPÍRITO SANTO para a conclusão da incumbência do anúncio da segunda vinda de CRISTO.
Satanás é muito astuto e esperto. Também é muito inteligente. Ele tem uma incrível capacidade de perceber as coisas. Se há alguém que estuda as profecias bíblicas, é ele. Não para bons propósitos, mas para preparar contrafações, para tentar fazer com que essas profecias não se cumpram, mas que fracassem. Aliás, esse suposto fracasso das profecias é a única possibilidade de satanás escapar da morte eterna. Ele está tentando se safar da destruição anunciada. Depois que foi derrotado na cruz, a sua astúcia de engano, não podendo mais dirigir-se a CRISTO, fora de seu alcance, voltou-se contra o remanescente. Se ele pudesse enganar todos os remanescentes, aí conseguiria frustrar o plano de salvação, e JESUS não poderia retornar. Vale tudo para conseguir isso.
Desde há algumas décadas a estratégia de satanás tem sido manter a igreja morna através da introdução de mundanismo, passatempos mundanos, ocupações em tudo o que não edifica espiritualmente, demais trabalho para ganhar um pouco mais, e assim por diante. Ultimamente ele está percebendo que dentro da igreja adventista se levantam sinceros e fiéis pessoas, homens, mulheres e crianças, e com poder do alto anunciam o evangelho puro. Então ele resolveu atacar com total astúcia: ajudar a conquistar almas para CRISTO, mas que ficam com ele. Cada vez mais há uma corrida pelo alvo de batismos, e para isto vale tudo. Vale inclusive a música dele, de satanás mesmo, música com ritmo de dança, de salão de baile. Assim os missionários pensam que convertem e os batizados pensam que são salvos, e todos juntos permanecem no mundo. Ou seja, ele está exercendo uma força incrível para meter mais mundanismo na igreja. Pois antes da segunda vinda era bem isso que deveríamos esperar: ataque fulminante de satanás contra a igreja de CRISTO. Esses ataques são mais poderosos que aquele Inri Cristo que qualquer um que uma vez ouviu falar de Bíblia pode identificar. Aliás, até os céticos sabem que esse homem é um impostor, tão grosseira é a sua aventura de mentiras. Surgirão falsos cristos ainda no futuro, mas bem mais competentes para enganar, e alguns outros que já andam por aí. Estes são os primeiros que surgem, e enganam apenas os bobos e incautos.
A Bíblia é bem clara sobre como JESUS CRISTO vai aparecer pela segunda vez neste planeta: visível, com glória, muita música com trombetas, vindo do espaço sideral. Veja isto em Mat. 24:30 e 31; I Tess. 4:16 e 17; Apoc. 1:7; 19:11 a 21).
A você que está lendo, um alerta vital: não espere para se defender da astúcia de satanás para algum dia no futuro não cair na armadilha de algum falso cristo que não vai aparecer com descrito na Bíblia. Cuide-se hoje com as astúcias que nos podem enredar de maneira que nem percebemos. As aparições falsas, miraculosas que ainda surgirão, serão para aqueles que permanecerem na igreja quando os outros já tiverem caído. satanás, ele mesmo se fará parecer ser JESUS. Ele curará, resolverá problemas de doenças, problemas de família, problemas financeiros, e tudo o que o homem não convertido deseja ele proverá. Fará melhor que os atuais falsos pastores revivalistas fazem em seus templos sempre repletos. Aliás, isso já é o falso reavivamento conduzido por satanás. Mas quando ele perceber que o seu fim é iminente, e que ainda não conseguiu silenciar o remanescente fiel, apelará para poderes que hoje nem sonhamos.
Vamos imaginar uma situação para ilustrar isso melhor. Imagine um pai e uma mãe com dois filhos. Imagine a crise final, com tremenda falta de emprego e pela falta de produto, os preços da alimentação subiram às nuvens. Esse pai e essa mãe perderam o emprego. E estão endividados, sem alimento, sem poder comprar remédios para um filho muito doente, e ameaçados de despejo. Imagine sendo os últimos dias, um pouco antes do fechamento da porta da graça. Então aparece esse falso jesus naquela cidade curando e fazendo milagres, dando alimento e resolvendo os problemas das dívidas e tudo o mais. Esses pais terão suporte de fé para não vacilar nessa hora, e um pouco antes do fechamento da porta da graça deixar de serem fiéis a DEUS? Eis a questão, é para pegar os últimos remanescentes que satanás, ele mesmo se fará passar como se fosse JESUS tendo retornado. O satanás virá com essa sua música, e todos se identificarão com ela, e seguindo-a, irão em direção da morte eterna.
  1. Aplicação do estudo Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
O que seríamos, nós, adventistas, sem Ellen G. White? Que crenças teríamos? Como interpretaríamos a Bíblia? Pois bem, aqui vai uma possibilidade de algumas crenças que nós teríamos, nessa hipótese: creríamos numa alma imortal, como todas as demais igrejas crêem, pois não descobriríamos o erro nem iríamos querer, sem um “assim diz O Senhor” remar contra a maré, contra a maioria. Também estaríamos santificando o domingo, pelos mesmos motivos. No mínimo esses dois erros nós seríamos semelhantes aos demais cristãos. Mas também não teríamos as orientações sobre a reforma da saúde nem seríamos capazes de entender os fatos proféticos desses dias finais, certo?
E mais uma coisinha. Certamente creríamos na justificação pelas obras, ou, nas principais doutrinas, teríamos grandes conflitos de pensamento entre nós, pela falta da palavra de profeta. A justificação pela fé, por exemplo, foi uma defesa de Waggoner e Jones, pastores jovens, em contraposição da ênfase na lei que vinha sendo dada, pelos pastores veteranos. A polêmica foi resolvida pela palavra de Ellen G. White, dizendo estarem os dois pastores com a razão. Dúvida resolvida. E não foi apenas essa questão a ser resolvida pela palavra de profeta, outras mais houve. Hoje temos doutrinas corretas, das quais não se pode mais duvidar. Todas as nossas doutrinas têm o aval profético.
Essa é a pergunta, o que seríamos sem a profetiza Ellen G. White? É certo que não seríamos a última igreja, com as doutrinas da verdade bíblica restabelecidas.
escrito entre:   24/01/2009 a 30/01/009
corrigido em   06/02/2009
Declaração do professor Sikberto R. Marks
O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos.

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