Comentário da Lição - Lição 11 - Gilson Nery

Interpretando os escritos proféticos

Toda escritura processada e produzida por inspiração divina, ( II Tim. 3:16 ) deve, também, ser divinamente interpretada, “porque” nenhuma profecia da Escritura, é de particular interpretação (II Pd. 1:20), “porque” a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo. II Pd. 1:21; dentro deste contexto bíblico é que entendemos as palavras : “...Falamos não com palavras de sabedoria humana, mas com as que o Espírito Santo ensina, “comparando” as coisas espirituais com as espirituais, (I Cor. 2:13), “porque os Meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os Meus caminhos, diz o Senhor, porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os Meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os Meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.” Isa. 55:8 9. Quando uma Escritura produzida pela inspiração do Espírito Santo, é interpretada por outra Escritura, também produzida pelo Mesmo Espírito, deve ser considerada uma interpretação infalível, mesmo que tenhamos que rejeitar toda e qualquer outra interpretação em contrario, mesmo que esta seja de autoria do mais alto escalão da igreja. Em assuntos vitais de fé, crença e salvação, as Escrituras Sagradas, tais como as temos hoje, canonizadas por orientação divina do Mesmo Espírito através dos séculos, são auto-suficientes para indicar o caminho da salvação. Quando parte de uma revelação dada por inspiração do Espírito Santo, já está interpretada por outra parte, também inspirada pelo Mesmo Espírito, é substituída por outra interpretação, seja pessoal ou coletiva, ou mesmo que seja do mais alto escalão eclesiástico, esta interpretação substituta, além de ser atrevida, é para todos os fins, uma interpretação particular que deve ser não somente rejeitada, mas, também condenada. É certo que nas Escrituras Sagradas existem questões difíceis de definir e de esclarecimento, que somente com estas Escrituras, seria muito difícil ( não impossível )chegar à uma conclusão acertada; todavia estas questões, em geral, não tem que ver com a salvação da alma e com as obrigações e deveres estabelecidos como condições ( subseqüentes )de vida eterna. Estas condições ( não precedentes, mas sim subseqüentes ), estes deveres, estas obrigações, estão claramente apresentadas nestes Escrituras e, também, devidamente interpretadas pelas mesmas Escrituras.
Ninguém vai se perder por não ter tido oportunidade de entender certas matérias bíblicas como por exemplo: Escatologias; geneologias e tipologias Apocalípticas de certas profecias; ninguém vai se perder por não ter podido definir questões lingüísticas originais dos idiomas nos quais foram escritos os livros Sagrados; ninguém vai se perder por não ter cursado uma faculdade de teologia para conhecer técnicas de hermenêutica, necessária e muito importante, é verdade, mas não de importância vital e indispensável para a salvação da alma; mas, isso sim, vamos nos perder, se confiarmos as nossas convicções em assunto de salvação, ao critério dos homens ou da igreja, visto que estes assuntos vitais, já estão apresentados e definidos pela revelação inspirada.
“Buscai diligentemente no livro do Senhor e lede.” Isa. 34:16; trad. Matos Soares. Dirigindo-Se aos dirigentes da igreja judaica, Jesus Cristo disse, certa vez: “...Ocultastes estas coisas aos sábios e entendidos e as revelastes aos pequeninos...;” Mt. 11:20. É possível, portanto, que uma interpretação particular e tendenciosa, parta, também, de membros do alto escalão da igreja reunida em assembléia geral. Naquela ocasião, quando Jesus Cristo proferiu estas palavras, a Nação israelita, ainda era a igreja, ou o povo de Deus. A interpretação particular mencionada por Pedro ( II Pd. 1:20), portanto, não tem que ver sempre com pesquisadores em particular, mas sim, com pesquisas particulares tendentes a isolar dos devidos contextos que em seu todo e em toda a Bíblia define as questões. Este erro pode, portanto, ser cometido por pessoas em particulares e, também, por igrejas reunidas em concílios. Todas as questões de importância vitais e de salvação, devem ser definidas biblicamente pelos seguintes processos:
Consulta acurada ao texto.
Consulta acurada ao contexto imediato.
Consulta acurada ao contexto geral.

O que seria um contexto imediato? Um contexto imediato pode se encontrar no próprio texto, ou fora do mesmo, em outro capítulo, cabendo ao pesquisador procurar onde se encontra, por exemplo: Em Mt. 13-9, lemos sobre a parábola do semeador, este é o texto; o contexto imediato se encontra nos versos 18-23. Um outro exemplo de consulta ao contexto imediato e o contexto geral, é Mt. 16:13-18, muito discutido em Concílios e Assembléias durante séculos. O contexto imediato deste texto se encontra nos versos 13-15 que definem claramente, o Personagem Principal do qual se fala neste texto, e, Este, segundo este contexto imediato, não é Pedro mas Cristo e, portanto, quando Jesus Cristo falou da Pedra Fundamental na Qual seria edificada a Sua igreja, somente poderia, segundo este contexto imediato, se referir a Sua Pessoa e não a Pedro. O contexto geral sobre o assunto da Pedra em questão, é o que se encontra em toda a Bíblia sobre Este Fundamento eterno da igreja, a Rocha Eterna dos séculos que é a Pessoa de Deus e, neste caso, é particularmente, o Deus Unigênito feito Homem, Jesus Cristo. Assim temos aqui um exemplo de como, em seu contexto imediato e geral, a Bíblia a si mesma se interpreta, sem precisarmos recorrer a problemática lingüística do grego ou aramaico ou hebraico, línguas originais das Escrituras Sagradas.

Verso para memorizar: Salvação e intercessão total, exclusiva e de mérito, somente em Jesus Cristo, ninguém mais, em todo o Universo. Ver Apc. 5:1-6. Este enfoque deve crescer cada vez mais, no seio da igreja, até que todos os seus recantos estejam plenamente preenchidos por Este Intercessor e Sua intercessão, ao passo que os pretensos intercessores, sejam cada vez mais esvaziados e diminuídos diante Deste Todo Poderoso Intercessor. Amém!

Parte de domingo. Exegese.

Muito lixo “radiativo” e venenoso tem sido acumulado em nome de uma exegese bíblica ou de escritos não canônicos; existe um campo aberto e ilimitado à todas as espécies de erros neste estudo teológico exegético, em se tratando do significado original de um texto bíblico, o que o autor queria dizer e o que o texto significava para o leitor original; ai de nós se precisássemos depender a nossa salvação, convicção e fé, nas conclusões ( que, aliás são contraditórias ), dos doutores e PhDs e suas pesquisas, nesta área.
Perg. 01 – O significado original e que abrange todas as épocas e lugares: Deus é Justo e Misericordioso para com judeus e gentios, e, assim sendo, julgará a todos de acordo com a luz que receberam a respeito de Sua vontade e Suas verdades e doutrinas de salvação. Não é necessário estudar teologia e exegética para entender isto.

Parte de segunda feira. Homilética.

A melhor arte de pregar: A melhor arte de pregar é encher o estômago da alma com a Palavra de Deus, assimilando os nutrientes desta Palavra e, isto, não significa decorar textos bíblicos ou simplesmente estudar a teoria desta Palavra, mas sim, comunhão meditativa neste poder de Deus que criou o Universo e, uma vida inteira assim se alimentando, estaremos praticando a melhor arte que existe para pregar; assimilar na alma, não apenas a letra da Palavra de Deus, mas, também, o Espírito desta Palavra, esta sim, é a homilética essencial; a seleção de textos e a organização de esboços para a pregação do Evangelho, estão em segundo plano, geralmente o que tem havido é que, os pregadores estão sempre praticando uma homilética de cabeça para baixo, ou seja, o estudo intelectual da Palavra, em primeiro lugar e, o resultado está aí, uma igreja morna laodiceiana. Veja e compare com, Ezq. 3:1-4,10,11; I Cor. 2:13.
Perg. 02 – Segundo o contexto geral ( não tanto os originais ), Cristo estava anunciando em primeiro plano, o Reino da Graça do Messias.
Nota da perg. 02, último parág. e última parte: No conteúdo intencional do Espírito Santo, Salomão, em Ecl. 7:29, poderia está se referindo a retidão moral e, também, a postura, por que não?

Parte de terça feira. Tempo e lugar.

Pert. 03 – Note o seguinte: O Espírito de Deus ao inspirar o profeta Jeremias, tinha em mente uma profecia de dupla aplicação, ou seja, a destruição de Jerusalém em 586 a.C., e a situação posterior desta Cidade, assim como a situação de todas as Cidade do mundo, durante o milênio, depois de terem sofrido as conseqüências das pragas Apocalípticas e, o peso da Glória da Divindade vindo sobre as nuvens dos Céus com toda a Sua Glória e a glória dos santos anjos, portanto, não é errado aplicarmos este texto, também, para a situação da terra no futuro. Este tempo e lugar do passado,precisa ser analisado e entendido, não apenas no contexto daquilo que Jeremias estava pensando, mas naquilo que o Espírito Santo estava pensando.

As bicicletas: Note o seguinte: Esta mensagem a respeito do uso indevido da bicicleta, ainda é válido hoje, se por acaso prevalecer em algum lugar ou em algum tempo, a mesma situação que houve naquela época, hoje existe, por exemplo:motocicletas sofisticadas e de alto luxo e que são exibidas com orgulho em competições da classe rica; por ventura aquela mensagem da serva do Senhor para aquela época não está mais em vigor hoje, nestes casos? Sim, está em vigor.

Parte de quarta feira. Contexto escrito.

Perg. 04 – Antes de mais nada, convém não esquecer de que o livro de Isaias assim como todo o “Velho Testamento”, ou seja, os escritos dos profetas, reis e patriarcas, comumente denominados de Testamento, foram escritos tendo em vista em primeiro plano, o Israel Nacional e é por isso que detalhes de certas profecias não se encaixam em sua aplicação, ao Israel espiritual. Nunca devemos esquecer isto quando estudamos as profecias do antigo Testamento. Os judeus examinavam as Escrituras, disse Jesus, ( João 5:39 ),mas misturavam tudo e não viam que elas testificavam e testificam Deste Jesus, o Messias Verdadeiro destas profecias, por que não viam? Por que não faziam distinção entre profecia e profecia. Em nosso caso, por exemplo, temos Isa. 65:17 que menciona um Novo Céu e uma Nova Terra do futuro, mas, em primeiro plano, a aplicação é ao Israel Nacional com a sua capital em Jerusalém; por que? Ora o verso 20, menciona a maldição e a morte, e, segundo Apc. 21:3, estas coisas não existirão na vida futura. É claro, portanto, que este detalhe da profecia somente se aplicaria ao povo de Deus no passado; no entanto, a profecia não apresentou as coisas em separado, e, por que não fez? Porque, no plano de Deus, todas as profecias referentes a restauração da humanidade, deveriam se cumprir por intermédio do Israel nacional. O que a igreja está fazendo hoje, Israel deveria ter feito em sua “dispensação” e, o Messias teria vindo, morrido, ressuscitado e estabelecido o Seu Reino e, esta Nação com o Seu Rei Jesus Cristo, quem sabe, fariam o trabalho de evangelismo das Nações e as que aceitassem o Messias se agregariam ao Israel nacional de Deus; as que não O aceitassem, aos poucos seriam eliminadas. Acredito que, neste caso, a restauração ao estado original do nosso planeta, seria gradual e que mesmo ainda sob a maldição do pecado, este mundo seria um Novo Mundo em comparação com o que é hoje, mesmo o pecador de cem anos, ou seja, mesmo uma pessoa não integrante da Nação escolhida, devido a atmosfera de vida da Nação , viveria cem anos. Isa. 65:20. A medida que o tempo passasse, a longevidade progrediria e finalmente a morte não existiria mais para os filhos de Israel e a todos os gentios que aceitassem o Messias e se agregassem ao Seu povo; seriam ressuscitados todos os justos, transformados todos os vivos justos, ressuscitados todos os ímpios para juízo de condenação final e, finalmente, o nosso planeta seria totalmente transformado ao seu estado original edênico.
As coisas não saíram conforme o plano de Deus, mas o propósito divino se cumprirá e finalmente as profecias se cumprirão através do Messias Jesus Cristo e do Seu Israel espiritual que hoje cumpre a tarefa confiada anteriormente ao Israel Nacional que fracassou.
Estas considerações são apenas uma parte da introdução do estudo das profecias; não devemos nunca esquecer o propósito divino ao criar as Suas profecias, não devemos confundir ou misturar as profecias de caráter condicionais com as profecias de caráter incondicionais e, nunca deixar de considerar as profecias do “Velho Testamento” como aplicando-se, em primeiro plano, ao povo de Israel Nacional e, considerar que o fracasso deste povo é que foi o motivo pelo qual as profecias estão tendo o seu cumprimento no Israel espiritual hoje. Citação do folheto intitulado : Imortalidade Para Vermes?!, de autoria de Gilson Nery; escrito em 1978.
Perg. 05 – A doutrina que admite a idéia de uma vez salvos, salvos para sempre, é verdadeira, mas quando aplicada para aqueles que estarão vivendo na época da pragas quando o tempo de graça tiver se esgotado e o povo de Deus estiver selado com o selo do Deus Vivo e esperando a trasladação por ocasião da Vinda de Cristo nas nuvens dos Céus, antes deste tempo, pregar uma mensagem assim, é pura presunção e um erro fatal.

Parte de quinta feira. O contexto amplo.

Perg. 06 – Na verdade, a fé, também não salva ninguém, se é que exista uma fé que salva, esta é a fé que Jesus Cristo possui e não a nossa fé e, assim sendo, até mesmo a nossa fé precisa ser riscada da lista de obras humanas; nós exercemos fé porque recebemos fé como um dom de Deus, portanto, nada, absolutamente nada que façamos, mesmo como fruto do Espírito Santo, deve ser considerado como mérito para a nossa salvação; foi pela Graça de Cristo que nós recebemos o dom da fé e esta é apenas o canal que nos leva a aceitar o Salvador Jesus Cristo e Seus méritos de salvação, todas as nossas boas obras jamais poderão ser consideradas méritos para a salvação embora estas sejam exigidas como requisitos para estarmos um dia na Nova Terra e, estas obras, não meritórias, são apenas uma adaptação ao Reino de Deus e nunca méritos para chegarmos lá.
Pág. 141 em exegese,segundo parág. Se todos os crentes fossem depender de toda esta bagagem exegética para poderem possuir fé e convicção de salvação, neste caso, seria melhor criar um Catecismo que ensinasse catequética aos membros da igreja, como faz a Igreja Católica. Veja a introdução à este comentário.
Pág. 142, prim, parág. O corpo humano é o templo do Espírito Santo, diz a Bíblia e o Espírito de Profecia. Veja, Cons. Sobre Saúde, 622;40,43,74,121,158,222,586; TS,1, 181, etc. A igreja em seu conjunto de membros, é o corpo místico de Cristo, note, no seu conjunto, mas particularmente, cada membro desta igreja, é o templo do Espírito Santo sim senhor! Note, também este raciocínio muito infantil: “Se já destruímos nosso corpo humano, por que Deus o destruiria novamente??? COMO É QUE PODE!!! Cabe aqui dizer que todos os milhões e bilhões de perdidos que destruíram os seus corpos por levarem uma vida de intemperança, serão ressuscitados depois do milênio para serem destruídos novamente. Não é preciso estudar exegese nenhuma para entender isso.


Que possamos, pela Graça de Cristo e pela operação do Espírito Santo, deixar que as Palavras de Deus sejam interpretadas pelas Palavras de Deus e nunca pela sabedoria humana destituída Deste Espírito. Amém!

Por Gilson Nery B. Costa. Espírito Santo do Pinhal.

assine o feed

Postagens

acompanhe

Comentários

comente também

Créditos

100% Adventista

Site melhor visualizado no Google Chrome ou no Mozilla Firefox,
Desenvolvido por Bruno, membro da IASD Central do Rio de Janeiro.

Autores:

Clayson Albino

Daniel Santos

Editor Geral:

Bruno Vieira

Todos os Direitos Reservados © 2008 - 2013

Área Restrita

Usuário:
@comunidadeadventista.com
Senha:
Não consegue acessar a sua conta?

  © Comunidade Adventista - 2008 - 2013 | Desenvolvido por Bruno Vieira