Comentário da Lição - Gilson Nery - Lição 07

Lição 07. Segundo trimestre. 09 a 16 / 009
Comentário de Gilson Nery
Esc. Sabatina.

G r a ç a

Jesus Cristo é a mais perfeita definição da palavra Graça, Ele é a Personificação da Graça, Seu Autor e Consumador; a palavra Graça não significa apenas favor imerecido, mas sim, o poder de Deus para a salvação destes imerecedores desgraçados, miseráveis, pobres,cegos e nus. (Apc. 3:17 ). O reino da Graça se originou, aqui em nosso planeta, fundado por Jesus Cristo, a partir do exato momento em que o pecado iniciou o seu reino, com a queda dos nossos primeiros pais, no Jardim do Edem; este reino do pecado abriga vários credos, filosofias, teorias e até mesmo teologias incompatíveis com as verdades eternas do reino da Graça, tais como: Justificação e salvação pelas obras humanas em um período da história da humanidade ( antes da Cruz de Cristo ), e a salvação exclusivamente pela Graça a partir da Cruz de Cristo e, sutilmente, existe neste reino, os que ensinam que a salvação e justificação tem como base, a fé, a Graça mais as obras do homem em associação com as obras de Deus e, não se admite que a justificação e a salvação seja apenas e exclusivamente pela Graça sem as obras da lei; estas subtilezas, por não se enquadrarem com os ensinos do reino da Graça, pertencem ao reino do pecado, embora estejam infiltrados no reino da Graça. Em um aspecto mais grosseiro, o reino do pecado abriga outros ensinamentos e conceitos tais como: A descrença na Bíblia como sendo a Palavra de Deus, a descrença em Cristo como sendo Deus possuindo divindade inerente; a descrença no Espírito Santo como um Ser Pessoal e Divino tanto quanto o Pai Celestial é Pessoal e Divino e, em sentido mais grosseiro ainda, a crença de que Deus não existe como Pessoa, mas apenas como uma energia cósmica que permeia todo o Universo, que o pecado não existe e que o ensino sobre a expiação feita por Cristo na Cruz é coisa de santos ignorantes muito bem intencionados. Todas as desgraças humanas em todos os tempos, são coisas do reino do pecado, ao passo que todas as benesses da história, são próprias e pertencem ao reino da Graça.
No plano de Deus nunca existiu o período das obras da lei e o período da Graça, todo o nosso planeta e toda a nossa história foi envolvida sempre pela Graça unicamente sem as obras da lei, na economia divina, em todos os tempos e lugares. Nunca existiu, não existe e jamais existirá, ninguém que tenha sido, que esteja ou que estará salvo pelas obras da lei, todos em todas as épocas, foram, são e serão salvos unicamente pela Graça unicamente, mediante a fé que, por sua vez, também é um dom de Deus.

O reino da Graça. “A graça e a verdade se encontraram, a justiça e a paz se beijaram.” Sl. 85:10. A verdade que é a Palavra de Deus ( João 17:17 ), a qual revela a justiça divina, e mais particularmente, a Sua lei eterna, prevalecia no Universo antes da história do pecado, como a norma de conduta para todos os seres criados. Não existia, nesta época, nenhum ser vivente que precisasse da Graça divina, pois ainda não tinha vindo a existência do pecado. Predominava, em todo o Universo, a ordem e a perfeita harmonia, em um reinado onde a verdade e a justiça, ou ainda, a lei de Deus reinava soberana sem a intercessão da Graça divina. Era o período do reinado absoluto da lei. Neste tempo a justiça divina existia sem misericórdia, pois ninguém nesta época, precisava de misericórdia. A Graça divina não existia, a não ser nos desígnios secretos e eternos de Deus. Ver Rom. 16:26;ICor.2:7-9;4:11;Ef. 1:9;3:9;5:31;Mt. 13:11;Col. 1:1:26;22:2; I Tim. 3:9 e 16.
Foi por ocasião do surgimento do pecado que entrou em ação a Graça divina, se colocando a disposição de todo aquele que dela necessitasse, assim é, que, a Graça operante entrou em ação, por causa do pecado ( Rom. 5:20 )e, a história do pecado teve o seu início muito antes da existência humana e fora deste nosso mundo. Ver Ezq. 28:11-19; II Pd. 2:4 e comparar com I João 3:4 e, convém notar que nesta pré-história do Universo criado, foram transgredidos todos os 10 mandamentos da lei de Deus. Veja João 8:44;Exd. 20:3-17, comparando com Tiago 2:10e, estes transgressores originais não foram eliminados de imediato, porque aconteceu o encontro entre a justiça e a paz, a Graça e a Verdade. Sl. 85:10. Quando, então ocorreu o inicio da dispensação da Graça? Na Cruz de Cristo? No Edem, quando Eva e Adão pecaram? Naturalmente que foi quando alguém no Universo precisou de Graça. A Bíblia apresenta a Cristo como sendo o Cordeiro de Deus antes mesmo da fundação do mundo ( I Pd. 1:20 ) e, que Ele foi morto já na fundação deste mundo ( Apc. 13:8 ), deduz-se, portanto, que antes da fundação do nosso planeta, Ele já estava disponível como o Cordeiro de Deus à qualquer espécie de pecadores, sejam eles homens ou anjos, mas, quanto a estes últimos, esgotaram todos os limites da justiça misericórdia e da Graça divina; quanto aos seres humanos pecadores originais, por aceitarem a Provisão divina, tiveram a oportunidade oferecida pela Graça. A grande verdade é que a Graça e a verdade e a justiça se encontraram e se beijaram, mesmo nos tempos eternos do passado e, o resultado foi que muitos são e serão salvos do reino do pecado para o reino da Graça e futuramente, para o reino da Glória. Foi lá no Edém, portanto, que se originou, para os terrestres, o reinado da Graça ( Dispensação da Graça ) e, não apenas por ocasião da Cruz de Cristo.
Note estes textos bíblicos que apresentam a Graça divina antes da Cruz de Cristo:
Salvação pela Graça. Sl.13:5.
A Tua Graça. Sl. 63:3.
Faze-me ouvir pela manhã a Tua Graça. Sl.143:8.
Achar Graça aos olhos do Senhor. II Sam. 15:25. Trad. Ver. At.
A Graça e a Verdade, a justiça e paz se beijaram. Sl. 85:10.
O Trono da Graça, está mencionado no Salmo 89:14, assim como no Novo Testamento. Heb. 4:16.
Salomão, já em sua época falava sobre a Graça divina. Prv. 3:4.

Em todas as épocas todos os que foram salvos foram salvos unicamente pela Graça mediante a fé, mas pergunto: foram são e serão salvo do que? Salvos do pecado, e, o que é pecado, segundo a definição bíblica? Transgressão da lei de Deus, portanto, todos os que foram são ou serão salvos, são salvos da transgressão da lei e conseqüente condenação, mas, são salvos para continuarem a transgredir a lei ou para cumprirem esta lei? Somos salvos unicamente pela Graça mediante a fé, para cumprimos, por esta Graça, a lei de Deus.

Verso para memorizar: A Bíblia apresenta o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo ( João 1:29 ) e, nos informa que Ele já era considerado como o Cordeiro, antes da fundação do nosso planeta e, também que Este Mesmo Cordeiro, foi morto desde a fundação deste nosso mundo ( Apc. 13:8;I Pd. 1:19-20 ), portanto, fica confirmado o fato de que Deus nos ama mesmo quando ainda éramos transgressores voluntários de Suas leis, e, segundo os textos citados acima, muito antes da fundação do mundo, desde a fundação deste e, isto significa que Ele, em Sua economia divina previdente e Onisciente, antes mesmo que viéssemos a existência. Deus ama a humanidade durante toda a sua história passada, presente e a amará durante o seu futuro e, isto inclui até mesmo aqueles que vão se perder; Ele vai precisar de mais de uma eternidade para esquecê-los.

Parte de domingo. Deus provê salvação.

Deus é Criador, Mantenedor e Provedor da nossa salvação passada, presente e futura, Ele é o Alfa e Ômega de todas as nossas benesses.
Perg. 01 – Provisão de salvação através do Cordeiro Preso pelos chifres entre os arbustos. ( Gen. 22:13 ), ou seja, o Verbo Eterno com os Seus poderes de Onipotência, Onipresença e Onisciência, restringidos pelas limitações humanas, para alcançar-nos, morrer por nós e ressuscitar para interceder por toda a humanidade. Comparar João 1:14 com Gen. 22:13 e Heb. 2:14,17; Fil. 2:5-8.
Observação oportuna: Quando Cristo pronunciou as palavras de Mt. 28:18: “É Me dado todo o poder no Céu e na terra,” estava dizendo que, Ele tinha reassumido todos os Seus poderes que estiveram reprimidos e restringidos no Seu interior sem fazer uso pleno destes durante a Sua história terrestre, e, que a partir do momento em que ressuscitou dos mortos, estes estavam liberados em toda a sua plenitude, embora, em alguns aspectos administrativos de Suas funções Sacerdotais e Sumo Sacerdotais, ainda exista, aparentemente, algumas restrições. Compare este raciocínio com I Cor. 15:27-28, e os versos 24-25; Note o seguinte: não esquecer que este texto está focalizando o Deus Homem ainda em Suas funções redentoras no Santuário Celestial, por este motivo existe o pensamento aparente de submissão e de inferioridade entre Deus o Pai e o Filho de Deus; Nunca esquecer que em se tratando de Sua Humanidade sempre haverá uma diferença entre o Pai e o Filho, durante toda a eternidade, mas como Divino que Ele sempre foi, não haverá em todas as eternidades nenhum jota ou til de diferenças.
Perg. 02 – Note esta seqüência de ordem dos fatos proféticos cumpridos na história de Jesus Cristo, nas profecias Messiânicas:
1 – Sobre o nascimento do Messias. Isa. 7:14;9:6.
2 – O lugar do Seu nascimento. Miq. 5:2.
3 – A estrela anunciante. Num. 24:17;Mt.2:2,7-10. Veja na tradução dos Missionários Capuchinhos de Portugal, oitava Ed. 1978, Editora Santuário – Aparecida S.P., e trad. do Padre Matos Sares, sobre a estrela anunciante do nascimento do Messias, nota explicativa.
4 – O Seu nascimento seria antes que desaparecesse por completo o cetro, ou governo da tribo de Judá. Gen. 49:10.
5 – O Seu nascimento deveria ocorrer quando o templo de Jerusalém ainda estivesse de pé. Ag. 2:7-9.
6 – A data exata e oficial da unção do Messias como o Cristo, ou Ungido das profecias Messiânicas. Dan. 9:25 = 69 semanas = 483 anos, a partir do ano 457 a.C. quando tivesse saído o decreto para a reconstrução da Cidade de Jerusalém e o seu Estado. Dan. 9:25 e Esd. 7:7-13.
7 – A data exata que marcaria o inicio do Seu ministério público de tempo integral. Dan. 9:27.
8 – A data exata em que ocorreria a Sua morte. Dan. 9:26 e 27; Isa. 53:7,8 e o verso 10.
9 – A Sua ressurreição nas profecias Messiânicas. Isa. 53:10, últ.parte e Dan. 9:26-27. Observação: Como que o Messias morreria na metade da semana e ao mesmo tempo exerceria um ministério de uma semana = sete anos? Somente ressuscitando dos mortos.
10 – Sua ressurreição ao terceiro dia. Jonas 1:17;Mt.12:40;Os. 6:1-2. Bíblia de Jerusalém em seu comentário anexo.
11 – Sua intercessão. Isa. 53:12;Almeida antiga de 1969.
12 – Sua segunda vinda em Glória = em fogo. Ml. 3:1-2.
13 – Seu Reino de Glória. Isa. 11:1-10, verso 10, última parte; notar a palavra, glorioso do texto.

Parte de segunda feira. Imagens do milagre da Graça.

Perg. 03 – O Cordeiro levado ao matadouro e que tira o pecado do mundo.
Perg. 04 – Dar a Sua vida; resgate; comprar com o Seu sangue; comprar por bom preço. Etc.

Parte de terça feira. O que aconteceu no Calvário?

Nota primeira: A ênfase e o Centro precisa ser a primeira perspectiva.
Perg. 05 – Não devemos nunca nos cansar de pregar que Cristo passou pelas agruras e agonias da natureza da segunda morte que é a morte eterna sem esperanças e sem Deus que nós merecíamos, para que possamos ter uma vida de esperança e convicção da presença de Deus, e, uma morte com convicção absoluta da nossa salvação, com paz e felicidade que Ele merece; Por um e por um = desobediência e morte e, obediência vicária e, Graça e vida.
Nota da perg. 5, última parte. Não existe, absolutamente, nenhum complemento no preço que foi pago por Cristo na Cruz do Calvário. A nossa resposta NADA complementa o sacrifício de Cristo na Cruz, apenas mostra o resultado deste sacrifício por mim e por todos; é a Crus e o Santuário que nos salvam para que possamos dar esta resposta.

Parte de quarta feira. Mudança de coração.

Perg. 06 – É preciso suplicar ao Espírito santo que conserve os nossos olhos fixos em Cristo caminhando sobre as águas para que possamos, também caminhar sobre estas águas em direção a Ele e, assim, sermos transformados pelo poder Deste Espírito.
Nota da perg. 06, seg. parág. Não devemos permanecer a vida inteira olhando e contemplando o Cristo crucificado e morto, é preciso, também, contemplá-Lo vivo e ativo no Santuário Celestial, a sombra da Cruz, embora nos salve, se ficarmos parados nesta sombra seremos pessoas salvas mas tristes, chorosos e amargos, ao passo que a luz desta Cruz, no santuário, é vida abundante, alegria e felicidade completa.

Parte de quinta feira. Cristo nossa Salvação.

Perg. 07 – Grande Deus Autor e Consumador do dom da fé, através da qual recebemos a Sua Graça, pela qual somos salvos. Amém!
Perg. 08 – É, mais particularmente, no Espírito Santo o Substituto e Representante de Cristo nesta terra, que nós existimos, nos movemos e vivemos.
Pág. 90 – Jesus Cristo = Único. Jesus Cristo é o Único absoluto para pagar o preço do nosso resgate, porque Ele foi o Único que passou por todo os requisitos exigidos pela lei de Deus para esta missão quase impossível.
Pág. 90 – Fermento, Graça e você. Pessoalmente e fisicamente falando, Jesus Cristo Se encontra em Seu Santuário intercedendo por nós; habitar dentro de nós é apenas uma metáfora e uma linguagem figurada para mostrar a Sua Soberania sobre nós e nossa vida, recebê-Lo dentro de nós, significa reconhecê-Lo como o nosso Senhor e Soberano em toda a maneira de vivermos neste mundo; Ele, também, pode estar dentro de nós em espírito, note bem, em “espírito”, ou seja, os Seus pensamentos estão concentrados em nós e nós Nele, através da intercessão do Espírito Santo.
Pág. 92 – Cristo e Sua Graça montará todos os pedaços do quebra cabeça da nossa vida, desde que levemos a Ele todos estes pedaços.
A mais perfeita definição de Graça: JESUS CRISTO.


Que toda a plenitude da Graça de Cristo nos envolva por dentro e por fora durante todos os dias da nossa vida. Amém!


“OEstadio.com”
Por Gilson Nery B. Costa. Espírito Santo do Pinhal.
E-mail gilnery@uol.com.br Tel.19-3651-1987.
Estado de S. Paulo.Brasil.

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