Comentário da Lição - Lição 7 - Gilson Nery

Lição 07. Terceiro trimestre. 08 a 15 / 08 / 009
Comentário de Gilson Nery
Esc. Sabatina.

Vivendo como filhos de Deus

“Assim, também, está escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito Alma vivente; o Último Adão, Espírito vivificante. O primeiro homem, sendo da terra, é terreno, o Segundo Homem, “o Senhor,” é do Céu. Qual o terreno, tais são, também, os terrenos, e Qual o Celestial, tais, também, os celestiais.” I Cor. 15:45, 47,48. Al. Rev.Cor. Ed. 1969.
Após a história do pecado, a humanidade se dividiu em duas famílias, a família do primeiro Adão e a família do Segundo Adão; o primeiro Adão gerou filhos escravos do pecado e condenados a morte eterna, e, o Segundo Adão, “o Senhor,” gerando filhos livres de toda condenação e “predestinados” para a vida eterna, e, estas duas gerações de seres humanos, estas duas famílias, a dos salvos em Cristo e isenta de qualquer condenação, e a família de escravos condenados, tem vivido na terra durante estes cerca de 6000 anos de história de pecado; nenhuma esperança existe para os membros da família do primeiro Adão, a não ser a opção de mudar de família, sendo de nosso gerados e nascerem na família do Segundo Adão e, viverem como filhos de Deus, livres, e, isentos de qualquer espécie de condenação; é a Palavra de Deus que afirma: “Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.” Rom. 8:1; Andar segundo o Espírito, somente é possível se permitirmos que Este Espírito dê continuidade a Sua operação, por nós, de nos gerar de novo para que possamos nascer de novo, para que possamos “viver como filhos de Deus,” na família do Segundo Adão, e, este permitir, significa, não endurecer o coração ao ouvir a Sua voz operando este milagre do novo nascimento por nós e, em nós.
Como e por Quem, é processado o novo nascimento: O primeiro passo que é dado no processo do novo nascimento, na família do Segundo Adão, é total e absolutamente de caráter divino, o homem em sua condição de escravo do pecado, não tem nenhuma condição, nenhuma possibilidade de ação, nem mesmo de pensar em determinar o seu destino ( II Cor. 3:5;Fil. 2:13), ele está bitolado e mentalmente condicionado à vida de escravidão e, não pretende sair deste ambiente, se adaptou a lama, como porcos, e não quer outro ambiente diferente. É neste estado que o Espírito Santo o encontra e começa a operar, inicialmente, por ele e, a seguir, se ele permitir, operar nele, ajudando-o a “querer, outro ambiente de vida. A esta operação divina que se processa no coração deste escravo, pode se chamar de o período de gestação para que se processe, também, o novo nascimento. A seguir, se o processo de gestação não for interrompido ( nesta altura o homem já tem condições de interromper este processo, se quiser ), haverá o novo nascimento, seguindo-se o crescimento, período da infância, adolescência, idade adulta até atingir o alvo da estatura completa de Cristo em Seu aspecto humano, e, por último, a glorificação, que consiste em uma instantânea transformação física do corpo da glória de Deus e imortalidade incorruptível.
Pela ordem:

Gestação. I Pd. 1:23.
Novo nascimento. João 3:5-7.
Crescimento. I Pd. 2:2.
Adolescência. Heb. 5:13.
Idade adulta. Heb. 5:14. Bíblia de Jerusalém.
Estatura completa de Cristo. Ef. 4:12-13.
Glorificação. I Cor. 15:51-53.

O homem não pode impedir que o Espírito Santo inicie, em seu coração, a Sua operação divina de uma nova gestação, Este Espírito opera em toda a humanidade independentemente de sua determinação, no entanto, o ser humano pode, se quiser, interromper este processo rejeitando a continuidade da ação Deste Espírito, ficando assim respeitado o seu livre arbítrio e sua auto determinação. Se ele se entregar permitindo a continuidade da operação do Espírito, ele nasce de novo na família dos salvos, e uma vez nascido de novo, ele opera em conjunto com a Divindade, a sua permanência nesta família onde vai crescer e se habilitar para ser um vitorioso nas batalhas e, finalmente, estar habilitado a viver em harmonia com a família celestial na eternidade.

Verso para memorizar: Sair da situação de escravos condenados a morte eterna, para a condição de filhos da nobreza e realeza celestial, com todos os direitos a herança desta realeza, é, realmente fantástico e maravilhoso, bem podia João exclamar maravilhado a este respeito em suas epístolas, e, Deus vai mais longe ainda, quando afirma que nos dará um nome (identificação e consideração ), melhor do que o de filhos e filhas ( Isa. 56:5 ); Jesus, o Deus Unigênito, que falou através do profeta Isaias, ampliou este conceito, nos considerando amigos Seus ( João 15:14-15 )e, este sentido da palavra amigos, é muito mais abrangente e significativo do que em geral se imagina, tem um alto sentido universal desta frase, Meus amigos, significa que Deus nos considera Suas testemunhas em um contexto do conflito dos séculos e do tribunal divino que se iniciou em sua audiência a partir de 1844 c.C.; portanto, somos filhos por criação, filhos por adoção em Cristo e, amigos por sermos Suas testemunhas perante todo o Universo neste juízo em audiência no Santuário Celestial. Veja Isa. 41:8;43:10. É realmente fantástico, maravilhoso e incomparável!

Nota da pág. 81, em o cachorro fiel e o herdeiro não fiel. Não devemos nos esquecer que a graça e os méritos de Cristo nos dão condições para sermos herdeiros fiéis, porém, se depois de sermos justificados, perdoados e salvos por esta Graça e méritos de Cristo, continuarmos fazendo “muita sujeira,” “jogando comida pelo chão,” “sujando nossas roupas,” e “praticando confusão total,” será mais fácil o cachorro fiel ser o herdeiro do que este elemento da história mencionada nesta nota ser herdeiro.

Parte de domingo. Filhos de Deus. ( I João 3:1 ).

Perg. 01 – Ver introdução neste comentário. Uma herança eterna e um nome melhor do que o de filhos e filhas e o altíssimo privilégio de sermos testemunhas de defesa a favor de Deus no tribunal divino.
Deus nos criou e nos adotou como Seus filhos para que vivamos como Seus filhos!

Parte de segunda feira. Resultados e responsabilidades. ( I João 3:2,3 ).

Uma esperança que nos leva a nos purificar para a realização desta mesma esperança pela promessa do poder de Deus em nossas vidas.
Perg. 02 – O teor e a essência do mistério da impiedade é: subir, subir e subir, não importando os meios para conseguir este objetivo; o teor e a essência do mistério da piedade é: descer, descer e descer sacrificando-Se sem sacrificar princípios objetivando o interesse de outrem, esquecendo-Se dos Seus próprios interesses. Compare com c/ I Tim. 3:16;II Tes. 2:7 e Fil. 2:5-9; ser semelhante no caráter, eis o desejo legítimo de ser semelhante ao Altíssimo; Deus fez o homem a Sua imagem e semelhança, mas não em poder e autoridade.

Parte de terça feira. Definição de pecado. ( João 3:4 ).

Pecado é qualquer atitude, mental, moral, física ou espiritual, que esteja contraria ao caráter santo de Deus e Suas leis em vigor. Quando dizemos que o homem se separa de Deus para pecar, isso não é totalmente verdade, porque o próprio fato de nos separarmos de Deus já é em si um pecado, assim é que, pecamos e a seguir nos separamos de Deus para dar continuidade a uma vida de pecados, esta é verdade inteira sobre o assunto, e, a partir deste contexto e segundo I João 3:4, o pecado começa em nossa mente, por sugestões próprias ou por sugestões exteriores e, é gerado por nossas próprias concupiscências as quais sendo acariciadas, geram dentro de nós um ídolo que nós o colocamos em lugar de Deus e, isso acontece na própria presença de Deus, assim é que, mesmo estando relacionados com Deus, é possível nos tornarmos idolatras e nos separar de Deus para cometer toda a sorte de pecados e, isso ocorreu no Céu em um ambiente de absoluta santidade e pureza e, na presença imediata de Deus. Pecado, portanto, não é somente errar o alvo, mas, acima de tudo, por não procurar atingir este alvo e errá-lo por negligenciar o preparo para atingir este alvo ou, o que é pior, errar de forma premeditada. Pecado é transgressão da lei de Deus, seja por pensamento, palavras ou atos.

Parte de quarta feira. A manifestação de Jesus. ( I João 3:5, 8 ).

Perg. 04 – O grande objetivo da primeira vinda de Cristo foi pagar o preço exigido pela lei eterna do pecador e, também, reivindicar o caráter de Deus; em Sua vida sem pecado durante a Sua estada na terra, Ele reivindicou o caráter de Deus perante todo o Universo e, em Sua morte na Cruz, Ele pagou o preço pelo nosso resgate e, lançou as bases seguras para que o pecado seja erradicado do Universo em todos os seus aspectos sem que fique nem raiz nem ramo e, isso ocorrerá depois do milênio quando o céu e a terra serão purificados e transformados em um Novo Céu e uma Nova Terra. Existe um outro aspecto nesta questão, que deveria nos empolgar muito, é o fato de que, em Sua primeira vinda, O Deus Unigênito assumiu a nossa humanidade para toda a eternidade e que todos os sinais dos cravos em Seus pés, mãos, dos espinhos em Sua cabeça e os das chicotadas em Suas costas, permanecerão eternamente, para segurança do Universo.

Parte de quinta feira. Nenhum pecado. ( 3:6,9 ).

Perg. 06 – O pecado que os nascidos de Deus não vivem pecando costumeiramente e sem nenhuma intenção de deixar este pecado, é aquele que é cometido afoitamente, deliberadamente e a mão levantada, e sem a mínima intenção de abandoná-los, ou seja, uma prostração voluntária no pecado, este estado de pecado, o nascido de Deus não peca e, se acontecer que este venha a está em uma situação desta, mesmo assim, ainda existe esperança, desde que este pecador clame ao Senhor por Sua misericórdia em nome de Jesus aceitando-O como o Cordeiro de Deus e Seu Substituto e Penhor, suplicando o dom do arrependimento e convertendo-se dos seus pecados.

Nota da pergunta 06 – Embora a nossa natureza pecaminosa não seja um pecado em si mesma, ela é denominada, as vezes de pecado porque ela é fruto do pecado de nossos primeiros pais, como sabemos, ninguém nasce pecador, mas nasce em pecado, isto é, gerado por uma natureza pecaminosa e assim nascemos portador desta natureza a qual Deus nos livrará dela um pouco antes da glorificação e nesta glorificação, assim é que, antes disso, nós portaremos esta natureza a qual estará sobre o controle do Espírito Santo desde que estejamos de contínuo em contato com Ele e alimentados da Palavra de Deus. Por enquanto, antes da glorificação, devemos nos conscientizar desta nossa situação e humildemente nos dirigir a Deus confiado inteiramente no méritos e pureza de Cristo e Sua justiça e, pedindo perdão até mesmo das nossas boas obras, porque estas também estão contaminadas pela nossa natureza pecaminosa, até mesmo as nossas orações, o nosso louvor sincero e a nossa adoração sincera. Somente pelo incenso perfumado da justiça de Cristo é que nós e nossas obras boas podem ser aceitas junto ao Trono de Deus.

Pág. 88, em esboço do aprendizado, item b. Somente os Membros da Divindade são expressamente Iguais em todos os sentidos e aspectos, ninguém mais, à exceção do Deus Unigênito que além de possuir todos os atributos da Divindade, adquiriu, na encarnação, o acréscimo da natureza humana em Seu Corpo Divino; Deus fez o homem a Sua imagem e semelhança, mas o homem nunca foi e jamais será a Sua expressa imagem, o próprio fato de que ele tenha sido criado, exclui esta possibilidade e, este raciocínio é válido para os seres criados a imagem e semelhança de Deus. O desejo de ser semelhante a Deus no caráter é legítimo e santo, mas, a pretensão de possuir os mesmos direitos que Deus possui ou que Cristo possui, em se tratando de ser a expressa imagem do Criador com direitos de adoração ou de veneração em qualquer espécie, é pecaminosa e absurda e, foi por estes caminhos que anjos e Eva, e especialmente ela, caminharam adentrando assim, o terreno proibido da ciência do mal proibida por Deus.
Sem nenhum pecado, também, pode se referir ao estado de purificado pelo sangue de Cristo e revestido pela Sua Justiça imputada, estado este que, Deus nos considera como se nunca tivesse pecado, embora ainda estejamos na estaca zero de nossa santificação, somente neste aspecto é que nós somos considerados por Deus sem pecado. Amém!

Que pelo poder de Deus e Sua Palavra possamos ser gerados e nascer de novo para vivermos como filhos de Deus. Amém!


“OEstadio.com”
Por Gilson Nery B. Costa. Espírito Santo do Pinhal.
E-mail gilnery@uol.com.br Tel.19-3651-1987.
Estado de S. Paulo.Brasil.

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